(cidadeverde.com/notícias)
MÃES UNIDAS EM ORAÇÃO INTERNACIONAL - BRASIL
Ministério Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil
O Ministério Moms In Prayer International, anteriormente conhecido como Moms In Touch / Mães em Contato, chama-se, atualmente, Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil. Começou em 1984, em Bristish Columbia, Canadá com Fern Nichols. Atualmente o Ministério está em mais 150 países. É um ministério de oração em favor dos nossos filhos (biológicos, adotivos e espirituais), os colegas deles, suas escolas, professores e diretores para que sejam guiados por altos valores bíblicos e morais e, assim, cobrir todas as escolas do mundo com uma rede de proteção espiritual através da oração. A base do Ministério são as escolas de nossos filhos. (Educação Infantil até a Universidade)
terça-feira, 14 de julho de 2026
O IMPACTO EMOCIONAL DE LEVAR OS FILHOS PARA A COZINHA
segunda-feira, 13 de julho de 2026
EM BUSCA DO MILAGRE MAIOR
“Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças.” (Mateus 8:16-17)
Mateus relata que uma multidão levou até Jesus todos os que sofriam. As ruas se encheram de pessoas aflitas, enfermas e dominadas por espíritos malignos. Cristo não ignorou nenhuma delas. O Salvador revelou que nunca Se cansa de receber aqueles que se aproximam dEle com fé. “O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora” (João 6:37). Os escritos inspirados declaram que nunca houve um coração aflito que buscasse sinceramente a Cristo e fosse rejeitado.
Mateus afirma que “trouxeram-lhe muitos”. Muitos daqueles enfermos já não possuíam forças para caminhar sozinhos. Dependiam de familiares, amigos e vizinhos que os conduzissem até Jesus. Assim também acontece espiritualmente. Há pessoas tão abatidas pelo pecado, pela culpa e pelo sofrimento que precisam ser levadas ao Salvador por meio de nossas orações, palavras e testemunho. Como os quatro amigos que levaram o paralítico até Cristo (Marcos 2:3-5), somos chamados a aproximar vidas dAquele que continua sendo a única esperança para a humanidade.
O texto declara que Jesus “meramente com a palavra expulsou os espíritos”. Não houve esforço, disputa ou dificuldade. A mesma Palavra que criou o universo (Salmo 33:6; João 1:1-3) continua possuindo autoridade absoluta sobre Satanás e sobre todas as forças do mal. Nada resiste à voz do Criador. Os escritos inspirados ensinam que o poder que venceu o inimigo durante o ministério terrestre de Cristo permanece disponível para todo aquele que se submete inteiramente à vontade de Deus.
Mateus também registra que Jesus “curou todos os que estavam doentes”. Nenhum caso era difícil demais, nenhuma enfermidade estava além do Seu poder. Não houve distinção entre ricos e pobres, influentes e humildes, casos simples ou considerados impossíveis. Todos encontraram em Cristo a mesma compaixão e o mesmo poder. Isso revela tanto Sua misericórdia quanto Sua soberania. Entretanto, a maior enfermidade da humanidade continua sendo o pecado. Por isso Cristo declarou: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes... não vim chamar justos, e sim pecadores” (Mateus 9:12-13). Toda cura realizada por Jesus apontava para uma obra ainda maior: a restauração completa do ser humano à imagem de Deus.
Por fim, Mateus revela que tudo isso cumpria a profecia de Isaías: “Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Isaías 53:4). Cristo não permaneceu distante do sofrimento humano. Ele assumiu sobre Si as consequências do pecado para nos oferecer vida. Ao curar os enfermos, Jesus antecipava a obra que consumaria na cruz, onde não apenas carregaria nossas dores, mas também nossos pecados (1 Pedro 2:24). Na cruz, carregou nossa culpa para que recebêssemos Seu perdão; suportou nossa condenação para que recebêssemos Sua paz. “Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades” (Isaías 53:4). O plano da redenção revela um amor tão profundo que jamais será plenamente compreendido pela mente humana.
Entretanto, os milagres nunca foram o centro do evangelho. Eles sempre apontaram para uma realidade muito maior: a pessoa e a obra de Cristo. A Palavra de Deus permanece sendo o único padrão seguro para discernirmos a verdade. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaías 8:20). Sinais e maravilhas, por si sós, jamais constituem prova da aprovação divina, pois Satanás também operará prodígios para enganar, se possível, até os escolhidos (Mateus 24:24). O maior milagre não é presenciar manifestações extraordinárias, mas experimentar um coração transformado pela graça e plenamente rendido ao senhorio de Cristo. “Se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2 Coríntios 5:17).
Por Adriano Santos
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quinta-feira, 9 de julho de 2026
COMO ORAR SOBRE SITUAÇÕES QUE SEU FILHO NÃO CONTA EM CASA?
- Peça a Deus que traga à luz tudo o que está oculto aos seus olhos;
- Interceda especificamente pelos amigos, professores e acessos que seu filho realiza nas redes sociais;
- Rogue para conseguir identificar mudanças bruscas de humor ou de rotina;
- Peça ao Senhor que proteja a mente do seu filho contra pensamentos de ansiedade, depressão, medo ou automutilação;
- Ore no quarto do seu filho, quando ele não estiver em casa, clamando por paz e noites de sono tranquilas.
- Está acontecendo uma mudança na rotina de sono, ou dormem demais ou episódios frequentes de insônia?
- Recusa sistemática em participar de refeições ou momentos familiares;
- Comer compulsivamente ou perder o interesse pela comida sem motivo médico;
- Explosões de raiva ou choro por problemas aparentemente pequenos;
- Mudou de comportamento recentemente (ficando mais agressivo, calado ou ansioso);
- Houve alguma mudança recente na rotina (nova escola, mudança de cidade ou luto)?
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terça-feira, 7 de julho de 2026
JÁ OUVIU FALAR DA CRISE DOS 2 ANOS? "TERRIBLE TWO", O QUE FAZER?
(drapaulagirotto.com.br)
segunda-feira, 6 de julho de 2026
ADICÇÃO DIGITAL: QUEM ESTÁ EDUCANDO NOSSOS FILHOS?
Vivemos em uma geração conectada
como nunca antes. Um simples toque na tela nos leva a qualquer lugar do mundo.
A tecnologia trouxe benefícios incontestáveis: facilita a comunicação, amplia o
acesso ao conhecimento e aproxima pessoas que estão distantes. Entretanto,
quando deixa de ser uma ferramenta e passa a controlar nosso tempo, nossa
atenção e nossos relacionamentos, ela pode se transformar em uma prisão
invisível.
A adicção digital é um
comportamento caracterizado pelo uso excessivo e compulsivo de celulares, redes
sociais, jogos e outras plataformas digitais, causando prejuízos à vida
familiar, emocional, espiritual e social.
O problema nem sempre está no
número de horas diante da tela, mas na dependência criada. Quando uma criança
ou um adulto não consegue ficar alguns minutos sem verificar o celular, sente
ansiedade ao ficar desconectado ou perde o interesse pelas pessoas ao seu
redor, é um sinal de alerta.
A família na era das telas
Muitos pais se preocupam com o
tempo que seus filhos passam no celular, mas raramente se perguntam quanto
tempo eles próprios passam olhando para uma tela.
Os filhos aprendem muito mais
pelo exemplo do que pelos discursos. É difícil ensinar equilíbrio quando a
criança vê o pai interromper uma conversa para responder mensagens ou a mãe
consultar o celular durante as refeições.
A educação digital começa dentro
de casa.
A mesa de jantar, que antes era
um lugar de conversa e comunhão, muitas vezes foi substituída por uma família
reunida fisicamente, mas emocionalmente distante, cada um olhando para sua
própria tela.
O impacto espiritual
A tecnologia não é inimiga da fé.
Podemos ouvir mensagens, ler a Bíblia, estudar e evangelizar por meio dela. O
perigo surge quando ela ocupa o lugar que pertence somente a Deus.
A Bíblia nos alerta:
"Todas as coisas me são
lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas." (1 Coríntios
6:12)
Tudo aquilo que domina nosso
coração merece nossa atenção.
Quando o celular recebe nosso
primeiro olhar ao acordar e nosso último olhar antes de dormir, talvez seja
hora de perguntar: quem realmente está governando nossa rotina?
O desafio dos pais
Pais não foram chamados apenas
para alimentar, vestir e proteger seus filhos.
Foram chamados para formar o
caráter, ensinar valores e conduzi-los no caminho do Senhor.
Isso exige presença.
Nenhuma tela substitui um abraço.
Nenhum vídeo substitui uma
conversa.
Nenhum algoritmo substitui o
olhar atento de um pai ou de uma mãe.
Os filhos precisam de pais
emocionalmente disponíveis.
Precisam ouvir histórias,
brincar, fazer perguntas, errar, aprender e sentir que são mais importantes do
que qualquer notificação.
Caminhos para uma família mais
saudável
- Estabeleçam horários sem celulares,
especialmente durante as refeições.
- Criem momentos de conversa em
família todos os dias.
- Tenham um tempo diário de
oração e leitura da Bíblia juntos.
- Evitem o uso de telas antes de
dormir.
- Pais e mães devem dar o exemplo
de equilíbrio no uso da tecnologia.
- Ensinem que o mundo virtual
nunca deve substituir os relacionamentos reais.
Reflexão final aos pais
Vivemos preocupados em deixar uma
boa herança para nossos filhos.
Mas talvez a maior herança não
seja um patrimônio.
Será a lembrança de uma infância
vivida ao lado de pais presentes.
Daqui a alguns anos, seus filhos
provavelmente não se lembrarão do modelo do celular que você usava.
Mas jamais esquecerão se você
olhava em seus olhos quando eles falavam, se brincava com eles, se orava por
eles antes de dormir, se lhes contava histórias da Palavra de Deus e se fazia
da sua casa um lugar de amor, segurança e comunhão.
O tempo passa depressa.
As notificações podem esperar.
As redes sociais continuarão
existindo amanhã.
Mas a infância dos seus filhos
não voltará.
Desligue a tela por alguns instantes.
Olhe para quem Deus colocou ao
seu lado.
Converse.
Ore.
Abrace.
Porque o maior presente que um
pai e uma mãe podem oferecer aos seus filhos não é um celular de última geração,
mas uma vida que reflita o amor, a presença e o cuidado de Cristo dentro de
casa.
Fonte Bibliográfica
Jonathan Haidt – autor do livro A
Geração Ansiosa, que aborda os impactos dos smartphones e das redes sociais na
saúde mental de crianças e adolescentes.
Nicholas Carr – autor de A
Geração Superficial (The Shallows), sobre como a internet influencia nossa
atenção e forma de pensar.
Sociedade Brasileira de Pediatria
– publica orientações sobre o uso de telas por crianças e adolescentes.
American Academy of Pediatrics –
possui recomendações amplamente utilizadas sobre tempo de tela e uso saudável
da tecnologia
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FÉRIAS, O QUE FAZER COM AS CRIANÇAS?
De qualquer modo, como entreter os filhos durante 30 dias sem perder o bom humor e o emprego ?
O fato é que: as crianças não querem saber se você está trabalhando ou se também está de férias, porque elas querem é passear, curtir as férias, ter coisas legais e divertidas para fazer.
Claro que, se você não trabalha fora, este é o período de levantar mais tarde, ficar despreocupada com tarefas escolares, em preparar a lancheira, organizar material e uniforme, enfim, todo aquele corre-corre diário .
O importante em período de férias é: DEIXAR AS CRIANÇAS OCUPADAS !
Afinal, não há nada mais frustrante para as crianças que retornar as aulas ter de responder a primeira pergunta do dia que é : “o que você fez nas férias ? “ .
Mas não pense que o que é um programão de férias para você, necessariamente o é para os seus filhos, por isso muita atenção na seleção do que fazer nas férias, afinal, as férias são das crianças e nada mais justo pedir que elas enumerem o que desejam fazer, e então caberá a você selecionar o que é sensato e possível de realizar.
Para ajuda-la a tirar o máximo proveito desse período, coloquei abaixo uma lista com 40 ideias para você e seus filhos divertirem-se bastante nestas férias. Separei as ideias por categorias de forma a ajuda-la a encontrar as atividades que melhor atendam a você e aos seus filhos.
Então vamos lá.
Atividades para serem feitas em casa ou em dias de chuva:
1. Façam bolo ou biscoito juntos
11. Realizem uma sessão pipoca/cinema em casa
12. Convide os amigos do seu filho e façam a noite do pijama ou dos games
13. Para as meninas, faça o dia do “ Salão”, chame as amigas delas e deixem que arrumem o cabelo umas das outras, pintem as unhas, etc.
14. Para os menores: Faça máscaras de super herói. Ex. Homem Aranha, Batman Capitão América. Utilize cartolina, tintas, ou tecido.
15. Façam juntos objetos e brinquedos de sucata tais como: Robôs, porta retrato, barcos, fantasias, etc.
16. Façam fantoches e/ou bonecos e bolas utilizando meias velhas
17. Faça sorvete em casa
18. Faça o dia do cupcake ou do pastel, da pizza, do sorvete, etc
19. Aprenda jogos de tabuleiro: Dama, Xadrez, Monopólio, Soletrando, etc.
Atividades fora de casa:
20. Façam um jardim ou uma horta. Se não tiver quintal, usem uma jardineira
21. Façam um pic-nic
22. Esconda um chocolate ou balas no jardim e realize a “ Caça ao Tesouro”
23. Leve as crianças a um Parque ou Pracinha para soltar pipa.
24. Passe alguns dias com os avós
25. Passe alguns dias na praia ou no campo
26. Visite um Museu, Exposição, Biblioteca
27. Vá ao Cinema
28. Visite um pomar e permita que as crianças subam nas árvores e colham os frutos
29. Realize uma viagem de 1 dia tais como: visite uma aldeia indígena e/ou histórica, vá até o centro da cidade, vá até a cidade vizinha, vá até um Parque Aquático, visite uma Reserva Ambiental
30. Visite o Planetário
31. Visite alguém solitário em um Asilo, Ong, Abrigo, Hospital, etc
32. Façam uma fogueira e asse batatas, milho. Aproveite para contar aos seus filhos estórias de quando você era criança
Atividades mais “ radicais”:
33. Vá pescar e/ou acampar´
34. Procure atividades gratuitas oferecidas pelos Shoppings (quase todos tem uma programação especial para as férias escolares)
35. Se possível, leve os seus filhos para conhecer o seu local de trabalho
36. Programe passeio de bicicleta em família
37. Leve seus filhos para andar de patins e/ou skate
38. Leve-os para passear de trem
39. Permita que eles aprendam algo “ radical” por exemplo: Arvorismo, Patinação, Teatro, Escalada, etc.
40. Deitem na grama e brinquem de adivinhar formas com as nuvens
Engana-se quem pensa que as férias podem custar muito.
Asseguro que se você planejar algumas das atividades acima já será o suficiente para deixar as crianças felizes sem gastar quase nada.
(Texto extraído do blog como educar filhos)
Queridas Mães Unidas em Oração, em tempo difíceis, amor e criatividade fazem toda diferença.
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sexta-feira, 3 de julho de 2026
SLOW PARENTING - É PRECISO DESACELERAR A INFÂNCIA DAS NOSSAS CRIANÇAS
Da escola para a natação, da natação para o inglês, do inglês para a aula de música, da aula de música para o espanhol, do espanhol para o judô, do judô para o reforço escolar e por aí vai… Preocupados em oferecer o melhor e possibilitar um futuro de sucesso para nossas crianças, nós, adultos, sobrecarregamos a rotina dos pequenos e pequenas com atividades e cursos extracurriculares.
No entanto, uma agenda cheia não é garantia de sucesso. Pelo contrário, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam um crescimento alarmante nos diagnósticos de ansiedade, depressão e estresse infantil crônico, muitas vezes engatilhados pela pressão estética, social e acadêmica precoce. Diante dessa realidade exaustiva que cerca os pequenos, surgiu o Movimento Slow Parenting ou “Pais sem pressa”, que busca devolver às crianças o direito de viver uma infância no tempo certo.
O que é o Movimento Slow Parenting?
Basicamente, é sobre se desvencilhar da ideia de que crianças são pequenos adultos que precisam produzir o tempo todo. As crianças precisam de tempo para aproveitar, com calma e tranquilidade, a infância.
O ritmo de Deus e o tempo para cada coisa
Como mães cristãs, sabemos que o ativismo e a correria desenfreada do mundo moderno tentam roubar a nossa paz e a identidade dos nossos filhos. No entanto, a Bíblia nos ensina que Deus estabeleceu um ritmo perfeito para a vida e que a pressa do mundo muitas vezes nos afasta do propósito d'Ele.
O livro de Eclesiastes nos lembra: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)
Existe o tempo de estudar, mas existe, fundamentalmente, o tempo de brincar e ser criança. Quando antecipamos fases e aceleramos nossos filhos para que eles correspondam a padrões humanos de "sucesso", estamos desalinhando suas vidas do tempo perfeito que Deus determinou para eles.
O valor do descanso e o ócio criativo à luz da Palavra de Deus
No mundo atual, deixar uma criança "sem fazer nada" parece um pecado social. Porém, cientistas e pedagogos afirmam que o tédio é o motor da criatividade e do autoconhecimento. Espiritualmente, o descanso é um mandamento e uma declaração de confiança em Deus.
Quando permitimos que nossos filhos descansem, desacelerem e apenas contemplem, ensinamos a eles o princípio contido no Salmo 46:10: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.”
A infância precisa de pausas para que a voz do Criador possa ser ouvida no coração dos pequenos.
Alguns princípios para se tornar um adulto sem pressa
Para educar os filhos sem pressa, em primeiro lugar, os pais e responsáveis precisam refletir e repensar o próprio ritmo de vida. Se sua rotina é acelerada e cheia de compromissos, provavelmente, essa será a forma como você vai criar seu pequeno. Confira alguns pontos importantes para se tornar um pai ou uma mãe sem pressa:
- Possibilite que sua criança tenha tempo livre para brincar e espaço para explorar o mundo dentro de seus próprios pontos de vista. Lembre-se de provérbios 22:6: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles” — e o primeiro objetivo de Deus para uma criança é que ela viva a sua pureza e simplicidade.
- Priorize qualidade ao invés de quantidade e promova conexões humanas, reais e significativas. Ou seja, se importe mais em estar presente e não apenas em “dar presentes”. O maior legado que podemos deixar é o tempo investido em discipulado e amor.
- Permita que as crianças externem o que realmente são e não o que você deseja que elas sejam. Tente não projetar suas frustrações ou sonhos nas crianças. Cada filho é um projeto único e exclusivo de Deus.
- Entenda que o ócio, o descanso e o não fazer nada não é tempo perdido. Pelo contrário, esse tempo é precioso para o desenvolvimento físico, emocional e espiritual dos pequenos. “Em verdejantes pastagens me faz repousar...” (Salmo 23:2) — se o próprio Deus nos faz repousar, por que privamos nossos filhos disso?
- Cuide e priorize os momentos compartilhados com o seu filho ou filha, mesmo quando curtos. Use esses momentos para orar com eles, ouvir seus corações e rir juntos.
No fim das contas, a infância é curta demais para ser vivida correndo e a nossa maior prioridade não deve ser preencher a agenda deles com títulos, cursos e medalhas para o mercado de trabalho, mas sim conduzi-los ao caminho da Salvação. Nosso maior investimento deve ser encher o coração deles com a Palavra de Deus e com a paz que excede todo o entendimento, preparando-os não apenas para este mundo, mas para a Eternidade.
Que hoje mesmo possamos olhar para a rotina de nossos filhos e abrir espaços para o descanso, para o riso frouxo e para a oração. Que o Senhor nos conceda a sabedoria necessária para guardar o tempo deles, ensinando-os a descansar n'Aquele que cuida de cada detalhe de nossas vidas e que deseja, acima de tudo, a salvação de nossas famílias.
Uma oração por nossos filhos e nossas casas
Mães, que a nossa busca não seja por criar filhos altamente competitivos para o mercado de trabalho, mas sim filhos emocionalmente saudáveis, cheios de paz e tementes ao Senhor. Que as nossas casas sejam refúgios de paz e não extensões da correria das ruas.
"Senhor, guarda o coração dos nossos filhos da ansiedade deste século. Dá-nos a sabedoria para desacelerar, para dizer "não" ao excesso de atividades e "sim" aos momentos de qualidade em família. Que eles cresçam sem pressa, protegidos em Teu amor, e que nós, como mães, saibamos pastorear seus corações com paciência e graça. Em nome de Jesus, Amém."
Jane Esther Monteiro de Souza de Paula Rosa
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quarta-feira, 1 de julho de 2026
COMO CHAMAR A ATENÇÃO DOS FILHOS EM PÚBLICO SEM PASSAR CONSTRANGIMENTO
No entanto, sabemos que a teoria é sempre mais fácil do que a prática. Imagine a cena: você está em um ambiente cheio de pessoas — um restaurante, um supermercado ou uma reunião de família — e a criança começa a apresentar um comportamento inadequado. Como pais ou cuidadores, temos a plena consciência de que a situação exige uma intervenção. Por outro lado, ninguém quer expor ou intimidar o filho na frente de estranhos.
E aí, o que fazer? Como equilibrar a necessidade de educar com o respeito à integridade emocional da criança? Saiba como usar a Disciplina Positiva para corrigir os pequenos em público sem gerar constrangimentos.
1. Chamar a atenção é diferente de brigar
Antes de mais nada, vale ressaltar que existe uma distância abissal entre chamar a atenção e brigar. A bronca tradicional foca no erro e no julgamento; a correção consciente foca na solução e no aprendizado. Em vez de apenas apontar o que a criança fez de errado, o adulto pode e deve mostrar a atitude certa.
Ao dar uma bronca, quase sempre os pais apenas transmitem a informação de que não gostaram de algo, mas não dão à criança a oportunidade de aprender. Já quando os pais usam o comportamento ruim como uma chance para ensinar, eles capacitam os filhos a usarem alternativas mais saudáveis para resolverem seus problemas.
Quando brigamos (gritando ou expondo a criança), ativamos o sistema de defesa dela (luta ou fuga), o que anula a sua capacidade de absorver uma lição. Quando chamamos a atenção com firmeza e respeito, ativamos a sua capacidade de reflexão.
2. O Poder da disciplina positiva: cuidado com os rótulos
A criança vai apresentar comportamentos considerados errados em vários momentos da vida, mas isso não pode se transformar em uma etiqueta que ela carregará na testa.
Imagine que a professora lhe conta que, naquela semana, seu filho não prestou atenção nas aulas; em vez disso, ficou correndo entre as mesas e conversando com os colegas. Uma reação comum e automática seria confrontar a criança com frases do tipo:
- "Você nunca presta atenção em nada!"
- "Ninguém segura essa criança."
- E a pior delas: "Você é muito mal-educado!"
3. Mudando a abordagem na prática
Em vez de rotular, o caminho é isolar o comportamento e acolher o indivíduo. Voltando ao exemplo da escola, você pode falar algo como: “Você é um ótimo aluno e uma criança inteligente. Tenho certeza de que vamos entender juntos o que está acontecendo para você ter agido assim na aula hoje”.
"Quando os pais dão a seus filhos atenção e aprovação para serem bem-comportados, eles estão praticando a atenção positiva. A atenção positiva significa atrair as crianças para o caminho do acerto, em vez de apenas caçá-las quando erram", diz a psicanalista.
4. Como agir "na hora do sufoco" em público?
Se o comportamento inadequado acontecer na rua, no shopping ou no restaurante, siga estes quatro passos para intervir sem criar um espetáculo:
- Conecte-se antes de corrigir: Não grite do outro lado do cômodo. Aproxime-se. O grito à distância gera exposição e vergonha.
- Mude de ambiente: Se a criança estiver muito alterada, retire-a do local por alguns instantes. Vá até o banheiro, o carro ou um canto mais reservado do estabelecimento. Diga: "Vamos dar uma voltinha ali para conversarmos melhor".
- Olhos nos olhos: Fique na altura da criança (ajoelhe-se ou agache-se). Olhar de cima para baixo transmite autoritarismo e medo. O olhar no mesmo nível transmite segurança e firmeza.
- Fale o que fazer (em vez do que NÃO fazer): O cérebro infantil processa comandos afirmativos muito melhor.
| Em vez de dizer... | Diga... |
| "Não corra no meio das mesas!" | "Por favor, caminhe calmamente ao meu lado." |
| "Pare de gritar!" | "Use a sua 'voz de restaurante', fale mais baixo." |
| "Não mexa aí!" | "Mantenha as suas mãos no seu colo, por favor." |
Três frases que muitos de nós acabamos usando com os pequenos no calor do momento, mas que sabotam o desenvolvimento emocional deles:
1. "Pare com isso agora, ou então..."
Ameaçar uma criança quase nunca é uma boa ideia. Em primeiro lugar, os pais estão ensinando uma habilidade que, na verdade, não querem que os filhos tenham: a capacidade de usar a força bruta, o medo ou a chantagem para obter o que desejam. A longo prazo, a ameaça perde o efeito e mina a autoridade real dos pais.
2. "Se você se comportar, eu te dou um..."
Subornar as crianças é igualmente destrutivo. Esse hábito as desencoraja de cooperar simplesmente pela harmonia e pelo respeito ao ambiente. A barganha transforma a dinâmica familiar em um balcão de negócios. Se usado com frequência, os pais se tornarão reféns do próprio sistema. O risco é ouvir, no futuro, frases como: "Eu só vou arrumar o meu quarto se você me comprar aquele Lego".
3. "Não chore! Não é para tanto."
Ver os filhos chorarem ou fazerem birra em público gera um enorme desconforto e ansiedade nos adultos. Mas quando dizemos "não chore", invalidamos seus sentimentos e comunicamos que suas lágrimas e frustrações são inaceitáveis. A criança aprende a reprimir suas emoções, o que quase sempre funciona como uma panela de pressão: gerará explosões emocionais ainda mais intensas lá na frente.
Palavra Final
Educar sem constranger não significa ser permissivo ou deixar a criança fazer o que quiser. Significa ter a maturidade de entender que o adulto da relação é você. Controlar os próprios impulsos antes de tentar controlar o comportamento do seu filho é o primeiro e mais importante passo para uma parentalidade verdadeiramente saudável e conectada.
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segunda-feira, 29 de junho de 2026
O PODER DE UMA MÃE QUE ORA
A oração angustiada de 1 Samuel 1:11 não é a única que ouvimos de Ana. Quando ela leva seu filho recém-desmamado ao templo, ela ora novamente, desta vez transbordando de louvor ( 1 Samuel 2:1-10 ). E, ao ouvirmos, percebemos rapidamente que a história de Ana e Samuel vai muito além das quatro paredes de um lar feliz. Consideremos apenas suas palavras finais, que oferecem um desfecho apropriado para uma oração grandiosa: "Os adversários do Senhor serão despedaçados; contra eles trovejará nos céus. O Senhor julgará os confins da terra; dará força ao seu rei e exaltará o poder do seu ungido". ( 1 Samuel 2:10 )
Guiada pelo Espírito, Ana se vê envolvida em algo muito maior do que suas próprias esperanças domésticas: sob a proteção de Deus, seu filho libertaria Israel de seus opressores e estabeleceria um reino que um dia cobriria a terra. Ana simplesmente orara por um filho — mas, em resposta, Deus lhe concedeu algo muito maior do que ela havia pedido.
E assim Ele ainda faz. Eliza Spurgeon e Amelia Taylor oraram por filhos salvos, mal imaginando que Deus daria um pregador às massas e um missionário às nações. E embora nem todo filho seja um Samuel, ou um Spurgeon, ou um Taylor, quem sabe que amantes de órfãos, ou pastores de igrejas, ou buscadores de justiça, ou pais de perdido Deus está levantando neste momento através de uma mãe fiel de joelhos? Com um Deus como o nosso, podemos ousar sonhar — e orar.
Mãe para todas as mães
A chorosa e ansiosa Ana de 1 Samuel 1 não era uma mulher fora do alcance de uma mãe. Ela não era uma mulher famosa. Ela não era uma mulher elegante. Pelo que sabemos, ela não era uma mulher particularmente forte. Mas ela era uma mulher de oração. E por meio de suas orações, Deus mostrou o seu grande poder. O Deus que esmagou a cabeça da serpente com a descendência da mulher ainda tem mais vitórias a conquistar. Jesus desferiu o golpe mortal, o golpe que nenhum outro filho poderia dar. Mas o reino do diabo precisa ser ainda mais destruído. E se olharmos por trás dos homens que se omitem, muitas vezes encontraremos uma mãe como Ana: angustiada, mas generosa, orando por seu filho.
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TER UM FILHO OU SER MÃE?
Muito diferente do que ter um filho é ser mãe. O projeto de TER um filho, desvinculado de SER mãe, se pauta nos valores atuais da sociedade da supervalorização do trabalho, das aparências e do consumo, sustentada pelos adultos que não querem crescer e só pensam no seu direito de serem felizes. E a aparência da felicidade para as mulheres não raramente envolve a imagem de um ser competente, com carreira de sucesso, polivalente e independente de tudo e de todos. Envolvimentos afetivos aparecem para completar esta imagem, mas sem necessariamente indicar a constituição de vínculos profundos e permanentes. Os esforços destinados aos filhos são concentrados em oferecer recompensas materiais e a formá-los como mão-de-obra qualificada para o mercado. Quem tem um filho mas não se digna a ser mãe cria um filho órfão de mãe viva, ainda que esta criança more sob o mesmo teto. Sergio Sinay, pesquisador argentino, já sinaliza algumas destas análises no seu livro “Sociedade dos filhos órfãos”.
Delegar a educação dos seus filhos para a escola, para a igreja, para os avós ou para outros cuidadores sinaliza um abandono afetivo que muitas vezes pode ser maquiado com recompensas materiais exageradas, formação escolar e profissional de excelência e com experiências luxuosas ou de última geração tecnológica, experiências estas muito facilmente esvaziadas de presença, de vida e de propósito (a exemplo de: férias luxuosas em resorts as quais proporcionam o afastamento familiar com seus recreacionistas-babás; passeios constantes em shopping e supermercados - catedrais de consumo - que de vivência afetiva estão esvaziados; acesso a celulares e a dispositivos de última geração que conectam as crianças ao vazio). Esta tentativa de substituição sedutora do afetivo pelo material informa à criança que o valor dela está no que ela TEM (carreira, coisas, dinheiro, aparência) sem dar a ela a possibilidade de descobrir quem ela é. Neste contexto acaba sendo compatível e até dissimuladamente justificável desejar TER um filho mas nem sempre desejar SER mãe.
Ser mãe, no entanto, trata-se de algo muito diferente do que ter um filho. Contempla aceitar a confrontação diária de suas incapacidades. Envolve ter um espelho perambulando na sua casa lhe lembrando o tempo todo das suas limitações e também da sua existência afetiva e espiritual. É amar como nunca amou antes mas também temer e preocupar-se. Afinal agora existe um OUTRO na minha existência dependente de mim.
Os filhos - e não os netos, alunos ou filho dos outros – são herança de Deus para os seus pais (Salmo 127.3). Tenho entendido como mãe que eles se caracterizam como herança por serem instrumentos preciosos e dóceis a serem usados para Deus trabalhar na vida dos pais. São usados para nos mostrar quão falhos somos e quão limitados também e, portanto, dependentes de Deus. E, portanto os nossos filhos nos colocam mais perto de Deus e de seus propósitos se nos apresentamos sensíveis e com o coração ensinável.
Quantos de nós pais não voltamos a frequentar uma igreja ou a buscar um relacionamento com Deus pensando em nossos filhos? Quantos não se entregam e reconhecem seus caminhos tortuosos quando veem a vida de seus filhos? Quantos de nós pais não permitimos o trabalhar profundo de Deus somente ao enfrentarmos dificuldades, adoecimentos, sofrimentos, conflitos com os nossos filhos ou na vida deles?
O confronto diário com o que de melhor e de mais difícil nossos filhos apresentam nos coloca diante da verdade de que nada controlamos, de que somos desobedientes como eles, de que fazemos o mal que não queremos e que não conseguimos fazer o bem que queremos, nem mesmo àqueles que moraram um dia dentro da nossa barriga. Nossos filhos nos confrontam com sonhos enterrados, com a alegria esquecida, com as estruturas de orgulho, com nossa verdadeira identidade e com a nossa condição de pecadores que somos. Também podem nos levar a ficar entregues e quebrantados na presença de Deus, o propósito maior.
Ser mãe, portanto, remete a um lugar de entrega e de humilhação diante de Deus, reconhecendo que nada sou e nada posso sem a intervenção e a capacitação do Espírito Santo. Entendo que meus filhos são herança de Deus na minha vida, mas que eles não me pertencem pois são do Senhor. No entanto, compreendo que Deus os confiou aos meus cuidados e que Ele mesmo me capacita a acompanhá-los no tremendo, desafiante e mais difícil projeto que se pode ter: o de ser guardiã de um discípulo de Jesus em treinamento e de dar a ele uma referência de fé, de família e de que ele é antes de filho amado da mamãe, filho amado de Deus.
Nesta caminhada há que se cuidar com distrações e seduções que querem tornar pais e filhos amigos e nada mais. Quando pais se tornam amigos, eles saem da relação que ensina aos discípulos em treinamento a honra ao pai e à mãe e a Deus. E assim, as crianças tornam-se filhos de estimação e ficam órfãos, pois perdem os seus pais como referência afetiva, tanto dos limites como de aceitação. Embora pareça paradoxal, os filhos de estimação por não terem limites e não poderem confiar nos seus pais como uma referência segura vivenciam sentimentos de rejeição e abandono.
Também precisamos estar alertas com a idolatria ao filho perfeito ou ao projeto de mãe perfeita. Embora acompanhar os filhos seja propósito de Deus na vida das mães isso não é mais importante do que a relação com Deus, propósito da nossa vida e existência. Da mesma forma os filhos não podem substituir ou concorrer na relação entre o homem e a mulher, entre marido e esposa. Filhos precisam de pai e de mãe, um não consegue eliminar a necessidade do outro. Se tem um lugar em que não há possibilidade de substituição este lugar é a relação de mãe e filhos e de pais e filhos.
Complexo, não é? Por isso precisamos recorrer Aquele Único que pode nos dar sabedoria. Vale relembrar que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Provérbios 9.10). A mulher que encontra a sabedoria edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as próprias mãos (Provérbios 14.1).
O que você tem feito com a herança de Deus dentro da sua família?
Todos, pais e mães, precisamos buscar a Deus para não destruirmos nossa casa com as próprias mãos e para que os propósitos se cumpram sobre as nossas vidas e a vida dos nossos filhos. Vamos juntos como corpo de Cristo até Aquele que nos sustenta e que guarda nossos filhos, inclusive os guarda das feridas que nós mesmos podemos causar.
É tempo de nos juntarmos: pais, filhos e o Espírito Santo.
Que Deus cumpra seus propósitos em nossas famílias.
(Lis Soboll)
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