Ministério Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil

Ministério Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil
O Ministério Moms In Prayer International, anteriormente conhecido como Moms In Touch / Mães em Contato, chama-se, atualmente, Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil. Começou em 1984, em Bristish Columbia, Canadá com Fern Nichols. Atualmente o Ministério está em mais 150 países. É um ministério de oração em favor dos nossos filhos (biológicos, adotivos e espirituais), os colegas deles, suas escolas, professores e diretores para que sejam guiados por altos valores bíblicos e morais e, assim, cobrir todas as escolas do mundo com uma rede de proteção espiritual através da oração. A base do Ministério são as escolas de nossos filhos. (Educação Infantil até a Universidade)

domingo, 6 de setembro de 2026

AUTISMO: UM DIÁLOGO NECESSÁRIO

 


ORAÇÃO DAS CRIANÇAS AUTISTA

"Bem aventurados os que compreendem o meu estranho passo a caminhar.

Bem aventurados os que compreendem que ainda que meus olhos brilhem, minha mente é lenta.

Bem aventurados os que olham e não vêem a comida que eu deixo cair fora do prato.

Bem aventurados os que, com um sorriso nos lábios, me estimulam a tentar mais uma vez.

Bem aventurados os que nunca me lembram que hoje fiz a mesma pergunta duas vezes.

Bem aventurados os que compreendem que me é difícil converter em palavras os meus

pensamentos.

Bem aventurados os que me escutam, pois eu também tenho algo a dizer.

Bem aventurados os que sabem o que sente o meu coração, embora não o possa expressar.

Bem aventurados os que me amam como sou, tão somente como

sou, e não como eles gostariam que eu fosse."

Autismo: um diálogo necessário na igreja

Nos últimos anos, há um número crescente de crianças e adolescentes diagnosticados com autismo. O transtorno do espectro autista é uma síndrome comportamental, reconhecida como uma Disfunção Global do Desenvolvimento, que se manifesta já nos primeiros anos de vida, causada por diferentes influências genéticas, neurológicas e ambientais, e que altera essencialmente o comportamento, a comunicação e, consequentemente, as interações sociais das crianças. O termo autismo deriva do grego “autos”, que significa “voltar-se para si mesmo”. O psiquiatra austríaco Eugen Bleuler foi o primeiro a utilizar o termo, em 1911, quando analisava crianças com comportamentos atípicos.

Apesar de o autismo ter um número significativo de incidência, foi apenas em 1993 que a síndrome foi adicionada à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). A demora na inclusão do autismo nesta lista se deve aos mistérios que ainda envolvem a questão. Atualmente, o diagnóstico continua sendo impreciso e nem mesmo um exame genético é capaz de assegurar com precisão a presença da síndrome. Dessa forma, como ainda não se podem afirmar geneticamente as causas do autismo, o diagnóstico se dá através da observação sistemática do paciente que geralmente apresenta sintomas como dificuldade de comunicação e de interação social, irritabilidade, além de comportamento repetitivo, obsessivo e ecolalia.

Como existe uma série de graus de autismo, a intensidade dos sintomas pode variar. Nesse sentido, cada pessoa é única. A criança no extremo do espectro tem seu comportamento bastante comprometido, enquanto aquela de grau leve pode ser brilhante, com diversas habilidades em diferentes áreas do conhecimento. Algumas crianças não falam e nem se comunicam, já outras se sobressaem em questões intelectuais. Sabe-se, no entanto, que uma criança pode evoluir no seu quadro se diagnosticada cedo e se submetida a tratamento adequado. O diagnóstico e tratamento precoces, a partir de um ano e meio de idade, são os ideais a serem alcançados em termos terapêuticos.

Famílias esgotadas e desestruturadas:

As crianças com autismo e outros transtornos de desenvolvimento já são uma realidade nas comunidades cristãs, seja com presença nos cultos ou nos espaços de espiritualidade infantil e adolescente. Seus pais e mães chegam à igreja, na maioria dos casos, apresentando um quadro preocupante, de stress, de crises pessoais e conjugais e de sintomas depressivos.

Ora, as famílias de crianças com autismo enfrentam, a bem dizer, dois grandes desafios:

1 - o de buscar um diagnóstico para o comportamento atípico do filho ou da filha, que só é concedido depois da criança ser analisada por inúmeros profissionais da área da saúde. Ela, então, é submetida a exames de sangue, neurológicos e genéticos. Muitos destes exames colocam as famílias em longas filas de espera, experimentadas como tempos angustiantes, já que elas anseiam por respostas. É um exaustivo trabalho investigativo para alcançar um diagnóstico não definitivo, na maioria das vezes, mas orientador para os futuros caminhos terapêuticos a serem adotados.

2 - uma vez passado esse processo, a criança e a sua família enfrentam uma segunda fase, não menos cansativa: a busca pelo tratamento. As dificuldades residem, sobretudo, na falta de profissionais preparados para lidar com o transtorno, especialmente quando buscam na rede pública, ou mesmo pela dificuldade de encontrar profissionais de determinadas áreas no Sistema único de Saúde (SUS). Além disso, muitas possibilidades terapêuticas não estão acessíveis no Brasil.

Não raro, as famílias esgotam seus recursos financeiros com profissionais que atendem apenas de forma particular; às vezes, as consultas e os tratamentos exigem longos deslocamentos entre cidades e inúmeras horas de cuidado, de estímulo e atenção em atividades dadas como “tema de casa”. E em muitos casos, um dos cônjuges ainda opta por sair do seu trabalho, abrir mão da carreira profissional para atender às necessidades do seu filho ou filha. Uma realidade de muitas renúncias, só suportadas com uma boa dose de amor. A consequência de tantos esforços já se conhece: esgotamento mental, emocional e físico, tanto nas famílias que cuidam de pessoas com deficiência, como também nas crianças que são submetidas a intensas e numerosas terapias.

Esse processo agrava-se pela forma como a sociedade trata a questão. Uma sociedade que valoriza a vida humana por aquilo que ela é capaz de produzir socialmente (culturalmente e economicamente), que institui padrões de beleza, de comportamento e valoriza a pessoa pelo que ela tem, impõem difíceis desafios aos pais e às mães. O sentimento que permanece, para muitos deles, é o de se sentirem “incapazes” diante do desafio que lhes foi posto. Assim, mesmo os menores sinais de evolução no tratamento terapêutico já servem para alimentar a esperança, vibra-se com as pequenas conquistas, com cada fase transposta, são como injeções de ânimo para continuarem investindo na educação e no cuidado de seus filhos, sonhando com sua inserção numa sociedade que pouco soube acolher.

Para outros pais e mães, no entanto, nos casos muito graves, sentem-se exercendo o próprio trabalho de Sísifo, mito que em contextos pós-modernos, é empregado para significar qualquer tarefa que envolva esforços longos, repetitivos, mas fadados ao fracasso - algo como um infinito ciclo de esforços que, além de não levarem a nada proveitoso quando pensados em termos de produtividade social, também são desprovidos de quaisquer opções de desistência ou de recusa em fazê-lo. E o fazem, não desistem, impulsionados não só por um senso de dever, mas principalmente, pelo amor paterno e materno, a única força capaz de motivá-los a continuarem, a lutarem, a persistirem.

Além disso, já são conhecidas as constantes lutas desses pais e mães por políticas públicas de amparo às crianças com autismo e suas famílias; as tentativas de articulação desses pais e mães em movimentos que visam combater o preconceito e levar informações à sociedade. Casos de exclusão do sistema escolar, em restaurantes, lojas e aviões são lugares comuns. A velha história ‘Ninguém veio à festa de aniversário do meu filho’ são queixas repetidas nos círculos de autismo. E, se você conhecer pais e mães de crianças com autismo, vai saber que a exclusão dessas crianças em diversos ambientes públicos ou mesmo em atividades extracurriculares de algumas escolas acontece regularmente. Ou seja, crianças com autismo são excluídas sistematicamente de suas comunidades. Mas isso tem um custo. A consequência é que muitas famílias não conseguem adaptar-se ao recebimento de um filho ou de uma filha com algum tipo de deficiência, nem redefinir seus papéis dentro da estrutura familiar, a fim de se ajustarem a um novo estilo de vida. Divórcios, depressão e desamparo marcam a realidade da vida delas. E são estas famílias, “quebradas” pela cansativa e injusta luta na vida e pela vida que estão chegando às nossas comunidades.

Jesus acolhe e visita. A igreja acolhe e visita:

A partir deste panorama, a igreja, seguindo o Ministério de Jesus (Jo 4) que recebeu e cuidou da vida humana (Lc 5, 7, 9, 10...), pode assumir um importante papel de acolhida e de cuidado. Ora, famílias que têm um filho ou uma filha com autismo, ou qualquer outro tipo de deficiência, além de experimentarem o preconceito e a rejeição como vimos, estão extenuadas das maratonas em busca de diagnóstico e de tratamento. Por isso, elas anseiam por espaços de acolhida, aceitação e vivência da espiritualidade. Os princípios bíblicos do cristianismo (Jo 13. 31-35) desafiam a Igreja a acolher estas famílias, a cuidar de suas “feridas” (Lc 10. 25-37), a ajudá-las a superar as experiências de preconceitos e a colocá-las em relação com o Deus da vida. Trata-se de uma questão cristã, já que somos chamados e chamadas a valorizar o ser humano, qualquer que seja a sua condição, pelo simples fato dela ter sido criada por Deus (Gn 1), por ser filho, filha do grande Pai (Lc 15), e não por sua aparência, pelos seus aspectos comportamentais ou pelo que ele será capaz de produzir.

E a Igreja pode ser acolhedora com gestos muito simples: ela pode se aproximar destas famílias e de seus filhos e suas filhas e os tratar com dignidade; ela pode recebê-los bem em seus templos, propiciando, especialmente às pessoas com deficiência, condições de mobilidade nos seus espaços físicos; pode instrumentalizar as lideranças que exercem trabalhos com crianças e adolescentes sobre o autismo; pode oferecer espaços e momentos de espiritualidade e educação religiosa; pode criar redes de apoio para que as famílias possam trocar experiências e se ajudarem mutuamente; ela pode recebê-los, não com um olhar condenatório, mas de misericórdia, buscando ouvir suas necessidades.

Da mesma forma, com os devidos cuidados, nada impede que as crianças com autismo participem das atividades desenvolvidas pela comunidade. Indubitavelmente, trabalhar com essas crianças é um desafio, assim como é trabalhar com qualquer criança, porque todas elas trazem repertórios diferentes e têm modos distintos de aprendizagem. Aliás, as evidências mostram que interações significativas com colegas de desenvolvimento típico, oferecem às crianças atípicas, benefícios sociais e intelectuais importantes, ao mesmo tempo em que estes também se beneficiam desta interação, aprendendo a conviver e a respeitar as diferenças.

Neste sentido, é importante uma conversa franca com os familiares, estabelecer um canal de comunicação, que fique sempre aberto, no intuito de melhor compreender o papel da comunidade em relação à família e à criança. A Igreja pode ser muito cuidadora quando pensa nestas questões. Exemplifico com uma experiência real:

João, menino de quatro anos, membro de uma comunidade luterana e filho de pai e mãe que exercem liderança na comunidade, recebeu o diagnóstico de autismo. Ele não fala, tem dificuldades de socialização e apresenta comportamentos repetitivos, ecolalia e irritação. Mas, ele adora estar no culto, especialmente quando a comunidade canta. Além disso, se posta ao lado do pastor durante as celebrações porque gosta dele e se sente bem ao seu lado. O pastor, sabendo que existiam rumores acerca do comportamento do João e de como ele estaria prejudicando o bom andamento do culto, além da existência de recriminações ao pai e à mãe que não davam um jeito de “aquietar” a criança, em certo momento da celebração, abraçou o menino e disse para a comunidade: “nós estamos acolhendo uma família que tem uma criança com diagnóstico de autismo; esse menino ama estar no culto e adora as músicas que nós cantamos para Deus. A inclusão desta criança e desta família é uma tarefa de todos nós”. A partir daí as coisas mudaram e o João e sua família passaram a receber outro tratamento, outro tipo de cuidado, foram abraçados por toda a comunidade.

Portanto, a igreja está sendo inserida dentro de uma realidade que exigirá dela, mais uma vez, as ações de misericórdia, como resposta de fé a tudo o que Deus fez. A Igreja primitiva foi um exemplo disto. O livro de Atos (Atos 2 e 6), relata a forma como a comunidade se reunia e como ela se preocupava em formar redes de apoio para ajudar as pessoas em sofrimento, resgatando essas pessoas para uma vida com Deus. Ou seja, é fundamental que a comunidade cristã olhe para sua tradição e relembre sempre de novo a sua vocação, seguindo, desta forma, o Ministério de Cristo.

Conclusão:

O desafio posto à igreja é o de se abrir definitivamente para a realidade do autismo e outros Transtornos do Desenvolvimento. Isso vai exigir que ministros, ministras, lideranças e a própria comunidade sejam preparadas para o acolhimento e para a convivência, como forma de testemunho do amor de Deus. Não há como se eximir desta tarefa e nem adiá-la. Uma igreja sustentada por Deus, que segue no Ministério de Jesus, o Bom Pastor (João 10), guardiã da voz profética, está sendo chamada a olhar para uma nova realidade. Por enquanto, o caminho é cheio de incertezas, mas como igreja peregrina que somos, também aprenderemos a caminhar com as famílias que vivem e convivem com o autismo (Lc 24. 13-35).

(Pr. Dr. Marcos Augusto Armange)

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora
Você já orou pelo seu filho hoje?

www.momsinprayer.org
WhatsApp: + 55 21 99212-0548

(Coeditora do Blog: Sirlei Mendonça Campos)

IMPORTANTE: Faça sua inscrição online para receber todas as informações necessárias, através do link:
https://www.maesunidasemoracao.org/Grupos#FacasuaInscricaoeInicieumGrupo

Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque ”xxxx”.

sábado, 5 de setembro de 2026

COM ELE PARA SEMPRE!


Que é a vossa vida?
Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.
(Tiago 4:14)

Nos anos turbulentos que antecederam a Guerra Civil Americana, em 1859, Abraham Lincoln teve a oportunidade de falar para uma Sociedade Agrícola. Durante o discurso, ele compartilhou com os presentes a história da busca de um antigo monarca por uma frase que fosse “verdadeira e apropriada em todos os momentos e situações”. Os seus sábios, diante deste desafio perspicaz, deram-lhe a frase: “E isto também passará.”

Essa afirmação certamente se aplica ao mundo atual, em constante processo de transformação e deterioração. Mas também se aplica à nossa vida e, especialmente, à caminhada de mães e filhos. Os dias passam, os filhos crescem, as mães envelhecem, os momentos mudam e muitas fases da vida ficam apenas na lembrança.

Quantas vezes uma mãe olha para o filho e deseja que o tempo pudesse parar? O colo que um dia foi pequeno torna-se grande; as mãos que um dia seguravam as nossas passam a seguir seus próprios caminhos. E, quando percebemos, aqueles momentos que pareciam durar para sempre já passaram.

Por isso, mães e filhos precisam valorizar o tempo que Deus lhes concede. Um abraço, uma palavra de carinho, um pedido de perdão, um “eu te amo” e uma oração juntos podem se tornar lembranças preciosas. Afinal, nossa vida é passageira.

Tiago escreveu: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4:14).

Embora nossa vida presente seja temporária e também passe, existe algo que permanece: o amor de Deus e a promessa da vida eterna por meio de Jesus Cristo.

Uma mãe pode desejar proteger seu filho durante toda a vida, mas existe uma proteção ainda maior: colocá-lo nas mãos de Deus e ensiná-lo a conhecer, amar e seguir a Cristo. Da mesma maneira, os filhos podem honrar suas mães, amá-las, cuidar delas e aproveitar cada oportunidade que Deus lhes concede para demonstrar gratidão.

O tempo passa. As dificuldades passam. As alegrias também passam. As fases da vida passam. Mas Deus permanece.

Ele compartilhou conosco essa eternidade por meio da dádiva de Seu Filho, Jesus Cristo. Ele nos promete uma vida que jamais passará:

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Que mães e filhos nunca se esqueçam de que o maior presente que podem oferecer uns aos outros é apontar o caminho para Cristo. Porque o amor de uma mãe por seu filho é precioso, mas o amor de Deus por nós é eterno.

Quando Cristo voltar, Ele nos levará para casa para estar com Ele para sempre!

Que, enquanto estivermos juntos nesta vida passageira, possamos amar, perdoar, cuidar, orar uns pelos outros e preparar nossos corações para a eternidade com Deus.

— Adaptado de WEC

HOJE, LEMBRE-SE:
O TEMPO PASSA, MAS A ETERNIDADE COM DEUS PERMANECE PARA SEMPRE.

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora.
Você já orou pelo seu filho hoje?

WhatsApp: + 55 21 99212-0548
@janeesthermspaularosa

(Coeditora do Blog: Eliane de Santis)


IMPORTANTE: Faça sua inscrição online para receber todas as informações necessárias, através do link:
https://www.maesunidasemoracao.org/Grupos#FacasuaInscricaoeInicieumGrupo

Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque ”xxxx”.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

PERDOE, PARA SER PERDOADO



Querida mãe de oração, sabemos que a caminhada cristã é marcada por desafios, e um dos maiores deles é o perdão. Muitas vezes somos feridas por palavras, atitudes comportamentos de pessoas estranhas ou até por pessoas próximas. O coração humano tende a guardar mágoa, mas Jesus nos ensina que o perdão não é uma opção: é um mandamento.

Precisamos aprender para poder ensinar aos nossos filhos que perdoar não é esquecer ou fingir que nada aconteceu. É escolher não carregar o peso da ofensa, entregando a dor nas mãos de Deus. É abrir espaço para que o amor de Cristo cure nossas feridas. 



Precisamos perdoa por obediência a Deus: Jesus deixou claro que o perdão é condição para recebermos o perdão do Pai.

Precisamos pedoar para obtermos a libertação emocional: A mágoa aprisiona, mas o perdão traz paz e leveza.

Precisamos perdoar para dar testemunho cristão: Ao perdoar, mostramos ao mundo o amor transformador de Cristo.

Sabemos que falar é facil, mas a prática é muitas vezes difícil e dolorosa, mas podemos começar:

Orando pelo ofensor: Mesmo que seja difícil, peça a Deus para abençoar aquela pessoa.
Entregando a dor ao Senhor: Confie que Ele é justo e cuida de cada detalhe.
Decidindo perdoar: O perdão é uma escolha, não um sentimento.

Lembre-se da cruz: Jesus nos perdoou primeiro, mesmo sem merecermos.

Querida mãe de oração, o perdão é uma chave espiritual poderosa. Ele abre portas para a cura, restauração e para o fluir da graça de Deus em nossas vidas. Que possamos viver o que Jesus nos ensinou: perdoar para sermos perdoadas. 
Vivendo assim ensinaremos aos nossos filhos perdoar pelo exemplo, ele nos observarão e aprenderão  na prática a perdoar também.

Faça hoje uma reflexão: Há alguém que você precisa liberar perdão? 
O perdão é o caminho para a verdadeira liberdade.
Entregue ao Senhor e dê esse passo de fé. 

Faça esta oração: 

Senhor amado, Hoje eu coloco diante de Ti todas as mágoas e feridas do meu coração. Reconheço que muitas vezes é difícil perdoar, mas sei que o Teu amor me capacita. Ajuda-me a liberar perdão, assim como Tu me perdoaste na cruz.

Que o Espírito Santo me dê força para escolher o perdão, mesmo quando não sinto vontade. Que eu seja um canal da Tua paz e que minha vida reflita o amor de Cristo.

Pai, ensina-me a viver em liberdade, sem carregar o peso da ofensa, e que o perdão seja sempre a marca da minha caminhada. 

Eu oro assim,  em nome de Jesus, 

Amém.

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora.
Você já orou pelo seu filho hoje?

contato@maesunidasemoracao.org
WhatsApp: 21 99212-0548

(Coeditora do Blog: Cláudia Regina Farias)


IIMPORTANTE: Faça sua inscrição online para receber todas as informações necessárias, através do link:

Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque ”xxxx”.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

SEIS BENEFÍCIOS DE ORAR EM GRUPO

 

Nosso grupo de Mães em Oração se reuniu para um longo abraço. Não nos víamos há meses. Sentimos tanto falta delas!

Saí daquela reunião valorizando meu relacionamento com as mulheres do meu grupo de oração e descobri surpreendentes benefícios de orarmos juntas. Frequentei muitos grupos de Mães em Oração  ao longo dos anos, mas esse grupo de faculdade e carreira permaneceu intacto por mais de uma década. Priorizo esse horário e agendo todos os compromissos para outro dia ou hora diferente porque desejo orar com essas mulheres e tenho testemunhado que nossas orações fazem a diferença.

Sim, a oração por nossos filhos e escolas ainda é a principal razão pela qual nos reunimos todas as semanas, mas há benefícios adicionais em orar com o mesmo grupo de mulheres. Ao pensar em seus rostos familiares, minha mente relembra nossas experiências e confidências compartilhadas.

1. As mulheres com quem oro são minhas amigas mais próximas

Essas mulheres se tornaram minhas melhores amigas. Comemoramos as maiores alegrias da vida, choramos em nossas tristezas mais profundas e nos sentamos juntos durante nossos dias mais sombrios. Nós nos abraçamos profusamente, choramos feio e rimos histericamente juntas. Elas são minha tribo, se é que você me entende. Todas nós acreditamos no poder da oração, mas somos únicas em personalidades, habilidades e interesses. No entanto, Deus nos uniu como irmãs em Cristo para este momento, para orar.

2. Não hesitamos em entrar em contato quando uma de nós precisa de ajuda

No ano passado, Deus me incentivou a me colocar à disposição de outros durante o Natal. Minha vizinha perdeu a mãe, então perguntei se podia levar sopa para ela, mas ela recusou. Fiquei magoada, mas pedi a Deus outra oportunidade. Mais tarde naquela noite, uma amiga do grupo de oração me pediu uma carona para uma consulta médica. Enquanto eu estava na sala de espera com ela, recebi uma mensagem de outra amiga do grupo de oração perguntando se eu poderia levá-la à concessionária após nossa reunião de oração. Naquela mesma noite, outra amiga de oração perguntou se ela poderia dar uma carona até a casa da nora depois do nosso tempo de oração, já que elas só tinham um carro. Foi uma honra estar lá para minhas amigas e fiquei entusiasmada por elas terem me pedido ajuda.

3. Juntas, memorizamos as escrituras 

Podemos recitar Atos 26:18 de trás para frente porque temos orado repetidas vezes ao longo dos anos. “Senhor, abra os olhos de nossos filhos pródigos, diretores e professores. Transforme-os 'das trevas para a luz'. . . para que possam ser 'santificados pela fé' em Jesus”. Agora posso falar este versículo silenciosamente para as pessoas que vejo no shopping ou em um restaurante porque está gravado em minha memória. Louvamos a Deus todas as semanas, relembrando seus múltiplos nomes e atributos. Um ano, chorei quando lemos Isaías 40:11, lembrando que Deus é nosso pastor e ele carrega suas ovelhas perto de seu coração. Esse versículo ainda me conforta hoje.

4. A oração uns pelos outros e por nossas famílias é confidencial e imediata

Durante nosso tempo de oração, buscamos a vontade de Deus para nossos filhos e suas escolas. Também estamos atentos às necessidades urgentes uns dos outros ao longo do mês. Os textos começam a voar quando um membro precisa de oração. Às vezes sabemos pelo que orar, mas outras vezes a mãe pede uma oração geral urgente. Geralmente não é um de nossos filhos, mas um cônjuge, pais ou nós mesmos que precisamos de oração. Bebês prematuros, pais fracassados e emergências médicas podem levar as emoções de uma mãe para baixo. Um texto ou ligação rápida, no entanto, pode enviar um espírito às alturas quando regado com orações e versículos. Sei que essas mulheres manterão o pedido confidencial porque todos nós seguimos a política do  Ministério: “Lembre-se, o que é falado no grupo, fica no grupo”. Tenho certeza de que elas orarão imediatamente porque compareceram e permaneceram fiéis ao longo dos anos.

5. Temos um amor especial pelos filhos umas das outras e participamos de eventos importantes

Essas amigas de oração compareceram aos casamentos de nossos filhos, chás de panela e chás de bebê e até oraram por uma noiva antes da cerimônia. Podemos ter encontrado o filho ou a filha apenas uma vez, mas nos emocionamos com eles como se os tivéssemos conhecido por toda a nossa vida.

6. Nosso amor por Deus e pelos outros cresce a cada semana

Após nossa hora de oração todas as semanas, uma paz me preenche e permanece comigo durante todo o dia. Sou sempre grata por ter comparecido à reunião, não importa quão ruim seja meu humor inicial, o clima sombrio ou a situação ruim. Deixo a reunião, como um seguidor de Jesus mais bondoso, mais grato e mais gracioso. Uma perspectiva mais ampla de Deus e seu caráter forte e atributos gloriosos ampliam meu coração para Ele e para os outros.

Sim, a missão do Ministério Moms in Prayer é impactar crianças e escolas em todo o mundo para Cristo, mas Deus sempre trabalha de maneiras surpreendentes além dessas orações e de seu povo.

(Sally Cressman/ Blog Moms in prayer)

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora
Você já orou pelo seu filho hoje?

WhatsApp: + 55 21 99212-0548
@janeesthermspaularosa

(Coeditora do Blog: Sirlei Mendonça Campos)

IMPORTANTE: Para fazer parte do Ministério e receber todas as informações, é só fazer sua inscrição online em nosso link:

https://www.maesunidasemoracao.org/Grupos#FacasuaInscricaoeInicieumGrupo

Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque "xxxx.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A IMPORTANCIA DA ORAÇÃO PELOS FILHOS ATÍPICOS



A jornada de criar um filho atípico — termo que acolhe crianças com autismo, TDAH, síndromes raras ou outras condições neurodivergentes — é marcada por um amor imensurável, mas também por desafios profundos. Diante de diagnósticos e terapias contínuas, os pais frequentemente se encontram no limite de suas forças. Nesse cenário, a oração se torna um pilar essencial de sustentação, esperança e fortalecimento espiritual.Abaixo, veja como a espiritualidade e as Escrituras Sagradas servem de âncora para as famílias atípicas.

Renovo espiritual para os pais

Criar um filho atípico exige uma carga dupla de energia e resiliência. A rotina pode incluir privação de sono e ansiedade constante. Orar por esses filhos é, antes de tudo, um ato de entrega. É no momento da oração que pais e mães encontram um refúgio para desabafar seus medos mais profundos sem julgamentos.
O que a Bíblia diz: Em Mateus 11:28, Jesus faz um convite reconfortante: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês”. A oração cumpre essa promessa, trazendo o renovo necessário para que o esgotamento dê lugar à paciência diária.

Olhar para o filho através dos olhos do Criador

O mundo costuma olhar para as pessoas atípicas através das lentes da limitação, focando no que elas supostamente não conseguem fazer. A oração transforma o olhar dos pais. Ao interceder pelo filho, o foco muda do diagnóstico para o propósito. Passa-se a enxergar cada pequena vitória como um verdadeiro milagre.
O que a Bíblia diz: O Salmo 139:14 nos lembra da perfeição da criação divina: “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza”. A oração valida a identidade da criança como única, perfeita em sua essência e profundamente amada por Deus, independentemente de laudos.

Sabedoria para guiar e decidir

Muitos filhos atípicos enfrentam barreiras de comunicação ou vulnerabilidades emocionais e físicas. Além de clamar por proteção, os pais precisam de discernimento constante para escolher as terapias certas, as escolas ideais e saber como agir durante crises de desorganização sensorial.
O que a Bíblia diz: Em Tiago 1:5, há uma garantia de direcionamento: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida”. A prece diária funciona como um guia prático para as decisões complexas da rotina atípica.

Cultivar a paz contra a ansiedade do futuro

O maior temor de quase todos os pais de filhos atípicos é: “Quem cuidará do meu filho quando eu não estiver mais aqui?”. Essa pergunta pode gerar uma ansiedade paralisante. A oração é o antídoto para esse medo do amanhã.
O que a Bíblia diz: O apóstolo Paulo ensina em Filipenses 4:6-7: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês”. Ao colocar o futuro do filho nas mãos do Criador, os pais conseguem viver o presente com mais leveza.

Conclusão

Orar por um filho atípico é um ato de amor revolucionário. É declarar que, acima de qualquer laudo médico ou barreira social, existe um propósito maior na vida daquela criança. Para os pais, a oração é o combustível diário; para os filhos, é um escudo invisível de amor e proteção.

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos
Todo filho precisa de uma mãe que ora
Você já orou pelo seu filho hoje?

www.maesunidasemoracao.org
WhatsApp: +55 21 992120548
@janeesthermspaularosa

(Coeditora do Blog: Sirlei Mendonça Campos)

IMPORTANTE: Faça sua inscrição online para receber todas as informações necessárias, através do link:
https://www.maesunidasemoracao.org/Grupos#FacasuaInscricaoeInicieumGrupo


Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque ”xxxx”.
 


domingo, 30 de agosto de 2026

CALENDÁRIO NACIONAL DE ORAÇÃO - BRASIL - MÊS DE SETEMBRO DE 2026

É maravilhoso fazer parte do Ministério Moms In Prayer International / Mães Unidas em Oração Internacional e conhecer o extraordinário Programa de Oração Mundial em PGOs - Pequenos Grupos de Oração, que Deus deu a uma mãe: Fern Nichols, em 1984, no Canadá, e que já está em mais de 160 países...

No inicio o nome era Moms In Touch / Mães em Contato, e, em 2012 foi mudado para Moms In Prayer International / Mães Unidas em Oração Internacional. A Visão, Missão e Propósitos continuam os mesmos: Orar pelos filhos e escolas.
Mães Unidas em Oração Internacional impacta filhos e escolas em todo o mundo para Cristo através das orações das mães. Um Ministério que durante anos tem sido referência na vida de milhões de mães ao redor do mundo!

Louvamos a Deus por mais um mês de oração pela vida de nossos filhos e escolas...

Agradecemos a vocês Mães Unidas em Oração que enviam seus pedidos e, através deles podemos elaborar o Calendário Nacional de Oração que tem norteado cada mãe no seu grupo e seu momento "A Sós com Deus"!

No Momento "A SÓS COM DEUS", a Mãe Unida em Oração escolhe a hora mais apropriada, diariamente, para ler a Palavra de Deus e orar de 3 a 7 minutos pelos filhos (biológico/coração ou espiritual), pela escola e pelo pedido do dia que está no Calendário Nacional de Oração, enviado para todas as Mães que pertencem ao Ministério. O Calendário não substitui o encontro semanal de 1 hora dos PGOs - Grupos de Mães Unidas em Oração.






Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora.
Você já orou pelo seu filho hoje?

www.maesunidasemoracao.org
WhatsApp: + 55 21 99212-0548
@janeesthermspaularosa

(Editora do Blog: Jane Esther Monteiro de Souza de Paula Rosa)


IMPORTANTE: Para fazer parte do Ministério e receber todas as informações, é só fazer sua inscrição online em nosso link:
https://www.maesunidasemoracao.org/Grupos#FacasuaInscricaoeInicieumGrupo

Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque "xxxx".

VOCÊ JÁ OROU PELA ESCOLA DE SEU FILHO(A), HOJE?




Nossos filhos passam a maior parte do dia na escola. Sabemos de todos os riscos que correm, diariamente.

A visão de Moms In Prayer International / Mães Unidas em Oração Internacional, é que todas as escolas do mundo sejam cobertas por uma rede de proteção espiritual através das orações das mães.

Por isso, cada mãe que faz parte do Ministério adota uma escola em oração!

Abaixo, um roteiro de oração dos "Quatro Passos Para Oração", no 4º passo que é a Intercessão. Momento da intercessão pelas escolas:

1. Orando pela Escola

"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." (Mt 6.33)

Nós clamamos,

Deus Todo Poderoso, salve as crianças, professores, diretores, funcionários e autoridades. (Rm 2:4b)

Deus Soberano, pedimos que a violência, as intrigas e conspirações do maligno sejam revelados e desviados. Ponha uma cerca de proteção em volta das nossas escolas. (Is 14:27; Jo 1:10)

Pai Bondoso, oramos pra que aqueles que amam a Jesus nas nossas escolas sejam sal e luz, compartilhando-O livremente com palavras agradáveis. (Mt 5:13a,14a; Cl 4:6)

Nosso Justo Senhor, clamamos que qualquer pessoa que cause dano a nossos filhos - fisicamente, mentalmente, emocionalmente ou espiritualmente - que sejam apreendidos e que a justiça seja feita. (Nm 32:23)

Pai, clamamos por cada família representada nas nossas escolas, sare os casamentos, cure os lares, restaure relacionamentos entre pais filhos. (Ml 4:6)

Deus Todo Poderoso, liberte/proteja nossas escolas das filosofias falsas e enganosas da fala e dos livros. Que o Ensino Religioso, a palavra de Deus seja ensinada nas salas de aula. (Cl 4:6)

Senhor da Seara, envie trabalhadores para Sua Seara. (Mt 9:37, 38)

Data da Intercessão: ____ / ____/ _____ Resposta: ____ / ____/ _____

Nome da Escola: ____________________________________________________________

Pedido /Assuntos da escola: ___________________________________________________

2. Intercessão pelos Professores

“Ó tu que ouves a oração! a ti virá toda a carne.” (Sl 65:2)

· Abra os olhos de _________ e converta _________ das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus.

Data da Intercessão: ____ / ____/ _____ Resposta: ____ / ____/ _____

Nome do(a) professor(a):___________________________________________________

Versículo ou tópico: _______________________________________________________

Pedido especifico: ________________________________________________________

3. Intercessão pelos Diretores

“A tua salvação espero, ó SENHOR!” (Gn 49:18)

· Que ____________ aceite Jesus Cristo como seu Salvador.

Data da Intercessão: ____ / ____/ _____ Resposta: ____ / ____/ _____

Nome do(a) diretor(a): ____________________________________________________

Versículo ou tópico: ______________________________________________________

Pedido especifico: ________________________________________________________

4. Intercessão pelos Funcionários

“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação.” (Sl 62:1)

· Abre os olhos de _________ e converta _________ das trevas à luz .

Data da Intercessão: ____ / ____/ _____ Resposta: ____ / ____/ _____

Nome do(a) funcionário(a): ________________________________________________

Versículo ou tópico: ______________________________________________________

Pedido especifico: ________________________________________________________

(As orações de Intercessão serão feitas de acordo com as necessidades de cada Escola)

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora!
Você já orou pelo seu filho hoje?

www.maesunidasemoracao.org
WhatsApp: + 55 21 99212-0548
@janeesthermspaularosa

(Editora do Blog: Jane Esther Monteiro de Souza de Paula Rosa)

IMPORTANTE: Para fazer parte do Ministério e receber todas as informações, é só fazer sua inscrição online em nosso link:

https://www.maesunidasemoracao.org/Grupos#FacasuaInscricaoeInicieumGrupo

Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque "xxxx.

sábado, 29 de agosto de 2026

TERMOS DO CONTRATO

 

“...perdoai e sereis perdoados.” — Lucas 6:37


Se você é pai ou mãe, provavelmente já percebeu que criar filhos não vem acompanhado de um manual de instruções. Não existe um contrato cheio de cláusulas explicando exatamente como devemos agir em cada situação, como lidar com cada dificuldade ou como encontrar as palavras certas em cada momento.

Quando um filho chega à nossa vida, recebemos muito mais do que uma nova responsabilidade. Recebemos uma vida que Deus nos confia para amar, cuidar, ensinar e orientar.

E, se pudéssemos escrever os termos desse compromisso como uma bênção, talvez fossem mais ou menos assim:

Que você faça o bem e não o mal. Que você encontre perdão para si mesmo e aprenda também a perdoar. Que você compartilhe livremente seu amor, seu tempo, sua atenção e sua sabedoria, nunca oferecendo aos seus filhos apenas aquilo que sobra de você.

A princípio, podemos pensar: “Que bonito seria se os termos do compromisso de ser pai ou mãe fossem escritos dessa maneira!”

E então podemos refletir: os princípios que Jesus nos ensina também podem transformar a maneira como vivemos a missão de criar nossos filhos.

Deus nos chama a fazer o bem a todos, especialmente quando temos a oportunidade de ajudar alguém (Gálatas 6:10). E talvez nenhum lugar seja tão importante para praticarmos esse ensinamento quanto dentro de nossa própria casa.

Fazer o bem aos nossos filhos não significa permitir tudo. Significa educar com amor, corrigir sem humilhar, estabelecer limites sem deixar de acolher e ensinar pelo exemplo.

Jesus também nos ensina: “...perdoai e sereis perdoados” (Lucas 6:37).

Pais e filhos precisam aprender a perdoar. Nós, como pais, também erramos. Nem sempre acertamos nas palavras, nas decisões ou na maneira de agir. E nossos filhos também errarão. O amor verdadeiro não ignora os erros, mas ensina que sempre existe espaço para arrependimento, perdão, recomeço e crescimento.

E há ainda uma cláusula que jamais deveria faltar nesse contrato: amar.

Jesus disse:

“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei.” — João 13:34


Amar nossos filhos como Cristo nos ensinou não significa apenas dizer “eu te amo”. Significa demonstrar esse amor através da presença, da paciência, da proteção, da orientação, do diálogo, da correção e do cuidado.

A beleza desse compromisso é que, embora muitas vezes falhemos em cumprir perfeitamente todas as suas “cláusulas”, Deus continua nos ensinando e nos oferecendo novas oportunidades para amar melhor.

Não existe pai perfeito. Não existe mãe perfeita. Existem pais e mães que aprendem, todos os dias, a amar, perdoar, corrigir, recomeçar e confiar seus filhos a Deus.

Esse é o verdadeiro “Termo do Contrato”: fazer o bem, perdoar, amar e permanecer presente.


Que Deus nos conceda sabedoria para cumprir esse compromisso e que nossos filhos possam encontrar em nós não apenas quem lhes deu a vida, mas também braços para acolhê-los, palavras para orientá-los e um coração onde sempre possam encontrar amor.

Porque o maior contrato que podemos estabelecer com nossos filhos não é feito de cláusulas, assinaturas ou promessas perfeitas. É firmado diariamente através do amor.

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora.
Você já orou pelo seu filho hoje?

contato@maesunidasemoracao.org
WhatsApp: 21 99212-0548

(Coeditora do Blog: Eliane de Santis)

IMPORTANTE: Faça sua inscrição online para receber todas as informações necessárias, através do link:
https://www.maesunidasemoracao.org/Grupos#FacasuaInscricaoeInicieumGrupo

Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque ”xxxx”.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

CULTIVANDO CORAÇÕES GRATOS


"Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco."  1Tessalonicenses 5:18

Como mães de oração, sabemos que a vida é cheia de desafios: preocupações com os filhos, responsabilidades da casa, trabalho e tantas outras demandas. No meio dessa correria, é fácil deixar a gratidão de lado. Mas a palavra de Deus trata a gratidão não como um sentimento passageiro que depende das circunstâncias, mas como uma atitude de obediência e confiança em Deus.

 O Poder da Gratidão

  • Gratidão muda o coração: Quando escolhemos agradecer, mesmo em meio às dificuldades, nosso olhar se volta para Deus e não para os problemas.

  • Gratidão fortalece a fé: Ao lembrar das bênçãos já recebidas, ganhamos confiança de que o Senhor continuará cuidando de nós.

  • Gratidão contagia: Um coração agradecido inspira os filhos, a família e até outras mães a também reconhecerem a bondade de Deus.

 Como Cultivar um Coração Grato

  1. Comece o dia agradecendo: Antes mesmo de levantar, diga “Obrigada, Senhor, por mais um dia”.

  2. Anote bênçãos: Tenha um caderno de gratidão e registre pequenas vitórias e momentos especiais.

  3. Ore com gratidão: Ao orar, não traga apenas uma lista de pedidos. Comece e termine agradecendo pelo que Ele já fez e pelo que ainda fará.

  4. Ensine seus filhos: Mostre às crianças a importância de agradecer, seja por uma refeição ou por um simples gesto de carinho.

 Cultivar um coração grato é um exercício diário. Não significa ignorar as lutas, mas escolher ver a mão de Deus em cada detalhe. Quando vivemos em gratidão, nossa alma encontra paz e nossa fé se fortalece.

Que possamos, como mães de oração, ser exemplos de gratidão para nossas famílias e comunidades, lembrando sempre que “em tudo, dai graças” é mais que um conselho — é um estilo de vida que glorifica ao Senhor.

Oração 

"Senhor amado, hoje venho diante de Ti com um coração cheio de gratidão. 

Agradeço pela vida, pela família, pelas pequenas e grandes bênçãos que recebo todos os dias. 

Mesmo nas lutas, sei que Tua mão me sustenta e Tua graça me fortalece. 

Ensina-me a viver agradecendo em tudo, confiando que o Senhor sempre cuida de mim e dos meus filhos. 

Em nome de Jesus, amém."

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora.
Você já orou pelo seu filho hoje?

contato@maesunidasemoracao.org
WhatsApp: 21 99212-0548

(Coeditora do Blog: Cláudia Regina Farias)


IIMPORTANTE: Faça sua inscrição online para receber todas as informações necessárias, através do link:

Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque ”xxxx”.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

DAS TREVAS PARA LUZ



Sou professora de Ensino Religioso do Estado do Rio de Janeiro. Dou aula em duas escolas em um dos maiores Complexos de favelas, aqui no Rio de Janeiro. 

Estive numa reunião do DERE - Departamento de Ensino Religioso, realizado na OMEBE – Ordem dos Ministros Evangélicos no Brasil e no Exterior, quando ouvi a irmã falar sobre o Ministério de Mães Unidas em Oração Internacional, cuja base são as escolas de nossos filhos. 

Bem, durante alguns meses, fiquei relutando para participar, e sentia o Espírito Santo me incomodando, e, depois de sete meses, tomei a iniciativa de enviar um e-mail para o Ministério pedindo informações de como fazer parte. Recebi todas as orientações. Logo, fiz minha inscrição. Hoje tenho meu grupo de oração em minha casa. 

Coloquei as escolas onde leciono, na Rede Mundial de Oração. Pois a base são as escolas,  e é lá que tudo acontece! 

Hoje sei o porquê do Ministério. Entendo o que é ser uma Mãe Unida em Oração. Entendo perfeitamente a preocupação e a missão de Fern Nichols com relação a seus filhos e os filhos de todas as demais mães do Mundo (biológicas ou as mães que tem seus filhos espirituais). As mães que pertencem a este Ministério extraordinário, são mães escolhidas por Deus, mães especiais, mães que amam seus filhos. Mães Intercessoras. 

Durante minhas reuniões no grupo de oração pedia as minhas companheiras que orassem por mim e pelas minhas classes, escola, professores, diretora, funcionários. 

Sou casada e tenho três filhas que são bençãos na minha vida e na vida de meu esposo. São filhas que todas as mães gostariam de ter. Uma, tem 17 anos, outra 15 anos e a caçula com 9 anos. São meninas crentes, estudiosas, responsáveis com o trabalho de nossa Igreja, enfim... Devido a paz que vivo em meu lar, estava sendo uma prova muito difícil conviver com aquela classe em especial. A turma era maravilhosa, os alunos eram queridos. Uma classe de 34 alunos. 

Dentre eles tinha um aluno que estava testando a minha paciência. Era filho de um dos líderes do tráfico de drogas no complexo. Ele debochava da direção, dos outros professores, de mim, xingava as demais crianças, intimidava algumas meninas, enfim, com 13 anos estava se achando. Todas as aulas, no momento em que eu entrava em classe e me deparava com aquele adolescente, as coisas ficavam complicadas. Durante quatro aulas, fui levando, tentando passar para eles valores morais e espirituais. Pedia a Deus que me ungisse para eu não cometer nenhuma atitude que depois pudesse me arrepender... Em nenhuma aula tinha tranquilidade. Estava muito difícil. 

Teve um dia que ele me disse que não estava ali para ouvir aquelas besteiras, que o que ele gostava mesmo era de estar com os colegas, fumar baseado, e ficar com as “minas” (meninas). 

Bem, um dos meninos menores e mais duas meninas, começaram a brigar com ele dizendo que se ele não quisesse assistir a aula que saísse. Ele deu um tapa no rosto de uma das adolescentes e disse que estava ali era para zoar mesmo e que queria ver quem iria tirá-lo da sala. Bem, naquele momento, pedi que se retirasse da sala, e ele me disse que não sairia. Disse que eu não sabia com quem eu estava me metendo. 

Bem, eu pedi licença por um momento a turma e fui até a direção, chamei um professor, que também já conhecia o adolescente, pegou pelo braço e juntos o levamos até a direção e explicamos o que tinha acontecido e o deixamos lá. 

A diretora da escola já fazia parte do Grupo de Oração de Mães Unidas em Oração e já sabia de tudo que estava acontecendo. Aquela escola era adotada por nós e já estava na Rede Mundial de Oração! 

Na semana seguinte, após o início da aula, o pai daquele menino chegou com mais dois homens, para nos intimidar. Ele veio até a frente e sentou em uma carteira que estava vazia, perto do filho, que não parava de debochar. Os dois homens ficaram nos fundos da classe. 

Naquele momento, eu clamei ao Senhor Jesus que colocasse em minha boca as palavras certas. Minhas pernas ficaram duras, mas, minha boca, não. O pai daquele adolescente disse que queria saber o que eu estava ensinando para o filho dele. Durante os minutos seguintes, falei sobre respeito e amor ao próximo, sobre valores morais e espirituais. Que eles tinham um futuro de vitórias. Que eles tinham muitas oportunidades pela frente, que deveria lutar por elas. Conquistar um espaço na sociedade de forma digna. Terminar o colégio. Não me recordo de tudo que falei, apenas sei que Deus me usou durante todo o período de aula. A turma ficou em total silencio. 

Assim que terminei o período de aula, ele se levantou e me perguntou: - É isso que a senhora ensina para o meu filho? 

- Sim, disse eu. É isso que eu, como professora de Ensino Religioso passo para os meus alunos. Seu filho tem desrespeitado todas as aulas. 

No mesmo momento, aquele homem pegou o filho pelos cabelos e disse: - Se eu souber que você está criando qualquer problema com esta professora ou outra pessoa desta escola, você vai se ver comigo, entendeu? Entendeu? 

O menino sacudiu a cabeça que sim! O pai continuou: “- Eu nunca tive ninguém para me ajudar e passar para mim tudo isso que a sua professora está passando para você. Por isso me tornei um traficante, mas não quero que você entre pelo mesmo caminho. 

O homem me agradeceu, pediu licença e saiu com os dois homens. Aquele menino ficou com a cabeça baixa. 

Durante todo o ano fui trabalhando na vida dele e pedindo ao nosso grupo que orasse por ele. Mostrava que se ele continuasse naquela vida acabaria morto, etc.. 

Bem, ele parou de fumar baseado e tomou noção dos verdadeiros valores que norteiam nossa vida. 

Um mês antes de terminar o ano letivo, o pai dele foi morto por outro traficante. Uma tristeza... 

Ele, meu aluno, foi resgatado do mundo do crime para Jesus Cristo, é aluno da EBD, aprendeu a tocar bateria para participar da equipe de louvor, participa da Equipe “Adolescentes para Cristo”, enfim, saiu "Das Trevas para Luz". 

Como a irmã sempre fala: A FÉ vê o invisível. A FÉ crê no incrível. A FÉ recebe o impossível! 

A Deus Toda Honra e Toda Glória!

( Ana Maria C. F. - Mãe Unida em Oração - Rio de Janeiro, RJ) 
(Este testemunho foi publicado com autorização. Os nomes são omitidos para preservar o sigilo dos filhos.)


Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora!
Você já orou pelo seu filho hoje?

www.maesunidasemoracao.org
WhatsApp: 21 99212-0548
@janeesthermspaularosa

(Editora do Blog: Jane Esther Monteiro de Souza de Paula Rosa)

IMPORTANTE: Para fazer parte do Ministério e receber todas as informações, é só fazer sua inscrição online em nosso link:

https://www.maesunidasemoracao.org/Grupos#FacasuaInscricaoeInicieumGrupo

Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque "xxxx.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

QUANDO A SAUDADE FICA

 



“O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido.”
Salmo 34:18

Quando alguém parte, a família inteira sente. A morte de alguém que amamos provoca uma ruptura. Não perdemos apenas uma pessoa; perdemos também a convivência, os planos, os hábitos, as conversas e uma parte da história que construímos juntos. O luto é uma experiência profundamente humana. E, para a família cristã, ele pode trazer ainda uma pergunta difícil: “Se eu tenho fé, por que estou sofrendo tanto?”

A Bíblia nos mostra que fé e sofrimento podem caminhar juntos. O próprio Jesus chorou diante da morte de Lázaro (João 11:35). Portanto, chorar não significa que deixamos de confiar em Deus. O cristão não é alguém que nunca sofre. É alguém que, mesmo sofrendo, pode descobrir que Deus permanece presente no meio da dor.

1. O luto não é falta de fé

Existe uma ideia, às vezes presente, de que precisamos demonstrar força o tempo todo.
Algumas pessoas escutam frases como:
“Você precisa ser forte.”
“Não chore, ele está com Deus.”
“Você precisa aceitar.”
“Tenha fé.”

Embora muitas vezes sejam frases ditas com boa intenção, elas podem fazer a pessoa enlutada sentir que não tem permissão para sofrer. A Bíblia apresenta outra perspectiva.
Há lágrimas nos Salmos. Há perguntas. Há momentos de silêncio. Há pessoas que clamam a Deus em meio à angústia.

O Salmo 13, por exemplo, começa com uma pergunta angustiada: “Até quando, Senhor?”
Isso nos ensina algo precioso: Deus não se assusta com a nossa dor. Podemos chegar diante dele exatamente como estamos.
Com lágrimas.
Com saudade.
Com perguntas.
Com silêncio.
Até mesmo com momentos de revolta e confusão. A fé não precisa esconder a dor. A fé pode nos ajudar a atravessá-la.

2. Cada pessoa da família vive o luto de uma maneira

Quando uma família perde alguém, é comum que seus membros reajam de maneiras muito diferentes. Um filho pode chorar muito. Outro pode parecer indiferente. Um cônjuge pode querer falar constantemente sobre a pessoa que morreu. Outro pode evitar o assunto.
Uma pessoa pode guardar fotografias e objetos. Outra pode precisar afastá-los temporariamente. Isso não significa necessariamente que alguém amou mais ou menos.
O luto é pessoal. Por isso, a família precisa evitar comparações:
“Eu também perdi e consegui superar.”
“Você ainda está assim?”
“Já passou tanto tempo...”

Não existe um calendário universal para a saudade. O amor não desaparece porque passaram meses ou anos. Com o tempo, a dor pode mudar de forma. A pessoa pode voltar a sorrir, trabalhar, viajar, comemorar aniversários e viver novas experiências. Isso não significa que esqueceu quem partiu. Continuar vivendo não é abandonar quem morreu.
É aprender a viver levando consigo uma história que continua fazendo parte de nós.

3. A família precisa aprender a sofrer junta

Uma das maiores necessidades de quem está de luto é simplesmente não ficar sozinho.
Nem sempre precisamos encontrar palavras. Às vezes, o melhor cuidado é sentar ao lado da pessoa e dizer: “Eu estou aqui.”

A família pode criar espaços para lembrar. Contar histórias. Olhar fotografias. Falar das coisas engraçadas que aquela pessoa fazia. Relembrar momentos especiais. Chorar juntos. A memória pode ser uma ponte entre a saudade e a gratidão. Em vez de tentar apagar imediatamente tudo aquilo que lembra quem partiu, a família pode aprender a dizer:
“Essa pessoa fez parte da nossa história e somos gratos a Deus pelo tempo que tivemos com ela.”

4. Jesus nos mostra que é possível chorar e ter esperança

Um dos textos mais bonitos sobre o luto está em João 11. Lázaro havia morrido. Marta e Maria estavam sofrendo. Jesus sabia que realizaria um milagre, mas, antes disso, encontrou-se com pessoas que choravam. E Jesus chorou. Isso é extraordinário. Ele sabia que a morte não teria a palavra final, mas mesmo assim entrou em contato com a dor daquela família. Jesus não disse: “Parem de chorar, vocês precisam ter fé.” Ele se aproximou. Ele ouviu. Ele chorou. E depois declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida.” João 11:25

Aqui encontramos uma das grandes esperanças da fé cristã: a morte é real, mas não é o fim da história.

5. A esperança cristã não elimina a saudade

A esperança da ressurreição não significa que não sentiremos falta. Podemos acreditar na vida eterna e ainda sentir profundamente a ausência de alguém. Podemos agradecer a Deus e ainda chorar. Podemos confiar e ainda ter perguntas. Podemos seguir em frente e ainda sentir saudade. Essas coisas não são necessariamente contraditórias. Paulo escreveu aos cristãos de Tessalônica sobre aqueles que haviam morrido e ensinou que eles não deveriam sofrer “como os demais, que não têm esperança” (1 Tessalonicenses 4:13).

Observe que Paulo não diz “não sofram”. Ele diz, em essência: “Sofram, mas não sem esperança.” Essa talvez seja uma das melhores definições do luto cristão: Nós choramos, mas temos esperança.

6. Quando surgem perguntas difíceis

O luto frequentemente traz perguntas que não possuem respostas simples:
“Por que Deus permitiu?”
“Por que agora?”
“Por que não aconteceu um milagre?”
“Será que Deus me abandonou?”
Nem sempre teremos respostas satisfatórias para essas perguntas. E talvez uma das atitudes mais maduras da fé seja reconhecer: “Eu não entendo tudo, mas continuo confiando em Deus.” A fé não consiste em ter resposta para todas as perguntas. Às vezes, fé é permanecer segurando a mão de Deus mesmo quando não conseguimos compreender o caminho.

7. A presença de Deus no vale

O Salmo 23 não promete que nunca passaremos pelo vale. Ele diz: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo.” Observe a palavra mais importante: “Comigo.” Deus não promete ausência de vales. Ele promete presença. Durante o luto, talvez a pessoa não consiga perceber Deus em todos os momentos. Pode haver dias de profunda tristeza e até silêncio espiritual. Mas a ausência de uma sensação de Deus não significa necessariamente ausência de Deus. Ele continua presente mesmo quando nossos sentimentos não conseguem percebê-lo.

8. A igreja também tem um papel no processo de luto

A comunidade cristã pode ser uma grande fonte de acolhimento. Romanos 12:15 nos ensina:
“Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram.” Isso é muito profundo.
A igreja não existe somente para celebrar. Ela também precisa saber chorar junto. Às vezes, uma refeição preparada por alguém, uma visita, uma ligação, uma oração ou simplesmente uma presença silenciosa pode ser mais importante do que muitas palavras. A família enlutada não precisa de respostas prontas. Precisa de amor, presença e cuidado.

9. Quando o sofrimento precisa de ajuda

A espiritualidade é extremamente importante durante o luto, mas isso não significa que a pessoa precise enfrentar tudo sozinha. Em alguns casos, o sofrimento pode se tornar muito intenso e persistente, comprometendo significativamente o sono, a alimentação, o trabalho, os relacionamentos e a capacidade de continuar a vida cotidiana. Nessas situações, procurar um psicólogo ou outro profissional qualificado não representa falta de fé. Assim como procuramos um médico quando o corpo está doente, podemos buscar ajuda profissional quando estamos enfrentando um sofrimento emocional difícil de suportar. O cuidado psicológico e a fé cristã podem caminhar juntos. A oração não precisa competir com o tratamento. E o tratamento não precisa substituir a oração. Podemos cuidar da pessoa de maneira integral.

10. O que podemos aprender com o luto?

O luto nos ensina algumas verdades que talvez não quiséssemos aprender dessa maneira.
Ele nos lembra que a vida é preciosa. Que nossos relacionamentos importam. Que precisamos dizer “eu te amo” enquanto podemos. Que devemos perdoar enquanto há oportunidade. Que não devemos adiar eternamente aquele abraço. E também nos ensina que a dor pode coexistir com a gratidão. Podemos olhar para trás e dizer: “Dói porque foi importante.” A saudade é, muitas vezes, o preço emocional de ter amado profundamente. 

Se hoje existe uma cadeira vazia à mesa, uma voz que não está mais presente ou uma pessoa cuja ausência ainda parece impossível de compreender, permita-se sentir. Não tenha vergonha das lágrimas. Não tenha pressa para “voltar ao normal”. Talvez o objetivo não seja voltar a ser exatamente quem você era antes. Talvez seja aprender, com a graça de Deus, a construir uma nova maneira de viver carregando uma história que nunca será esquecida. E quando a saudade apertar, lembre-se: Você não precisa atravessar o vale sozinho. O Deus que esteve presente nos dias de alegria continua presente nos dias de lágrimas. O Deus que sustentou sua família ontem continua sustentando hoje. E a esperança cristã permanece: a morte não terá a palavra final.

Como escreveu Paulo: “E assim estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.” 1 Tessalonicenses 4:17-18

🌿 Para reflexão em família:

1. O que mudou na minha família depois dessa perda?
2. Existe alguma coisa sobre meu luto que eu ainda não consegui expressar?
3. Como podemos cuidar melhor uns dos outros neste período?
4. O que agradeço a Deus pela vida da pessoa que partiu?
5. Onde tenho percebido a presença de Deus, mesmo em meio à dor?

Oração 

Senhor, Tu conheces as lágrimas que ninguém vê e as saudades que carregamos no coração. Ensina-nos a não ter vergonha da nossa dor. Dá-nos liberdade para chorar, coragem para falar e sabedoria para respeitar o tempo de cada pessoa. Consola aqueles que estão sofrendo. Fortalece as famílias que enfrentam a ausência de alguém amado. Ajuda-nos a permanecer unidos e a cuidar uns dos outros. Quando não tivermos respostas, ajuda-nos a confiar. Quando a saudade apertar, lembra-nos da tua presença. E quando nossos corações estiverem cansados, sustenta-nos com a esperança que temos em Cristo e na ressurreição.
Amém.


(C. S. LEWIS - A Anatomia de uma Dor /Lewis escreveu a obra após a morte de sua esposa, Joy Davidman, e registra de maneira extraordinariamente honesta suas experiências de tristeza, questionamento e fé).

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos
Todo filho precisa de uma mãe que ora
Você já orou pelo seu filho hoje?

www.maesunidasemoracao.org
WhatsApp: +55 21 992120548
@janeesthermspaularosa

(Coeditora do Blog: Sirlei Mendonça Campos)

IMPORTANTE: Faça sua inscrição online para receber todas as informações necessárias, através do link:
https://www.maesunidasemoracao.org/Grupos#FacasuaInscricaoeInicieumGrupo


Não deixe nenhum espaço em branco. Caso não tenha como preencher um espaço, coloque ”xxxx”.