“...perdoai e sereis perdoados.” — Lucas 6:37
Se você é pai ou mãe, provavelmente já percebeu que criar filhos não vem acompanhado de um manual de instruções. Não existe um contrato cheio de cláusulas explicando exatamente como devemos agir em cada situação, como lidar com cada dificuldade ou como encontrar as palavras certas em cada momento.
Quando um filho chega à nossa vida, recebemos muito mais do que uma nova responsabilidade. Recebemos uma vida que Deus nos confia para amar, cuidar, ensinar e orientar.
E, se pudéssemos escrever os termos desse compromisso como uma bênção, talvez fossem mais ou menos assim:
Que você faça o bem e não o mal. Que você encontre perdão para si mesmo e aprenda também a perdoar. Que você compartilhe livremente seu amor, seu tempo, sua atenção e sua sabedoria, nunca oferecendo aos seus filhos apenas aquilo que sobra de você.
A princípio, podemos pensar: “Que bonito seria se os termos do compromisso de ser pai ou mãe fossem escritos dessa maneira!”
E então podemos refletir: os princípios que Jesus nos ensina também podem transformar a maneira como vivemos a missão de criar nossos filhos.
Deus nos chama a fazer o bem a todos, especialmente quando temos a oportunidade de ajudar alguém (Gálatas 6:10). E talvez nenhum lugar seja tão importante para praticarmos esse ensinamento quanto dentro de nossa própria casa.
Fazer o bem aos nossos filhos não significa permitir tudo. Significa educar com amor, corrigir sem humilhar, estabelecer limites sem deixar de acolher e ensinar pelo exemplo.
Jesus também nos ensina: “...perdoai e sereis perdoados” (Lucas 6:37).
Pais e filhos precisam aprender a perdoar. Nós, como pais, também erramos. Nem sempre acertamos nas palavras, nas decisões ou na maneira de agir. E nossos filhos também errarão. O amor verdadeiro não ignora os erros, mas ensina que sempre existe espaço para arrependimento, perdão, recomeço e crescimento.
E há ainda uma cláusula que jamais deveria faltar nesse contrato: amar.
Jesus disse:
“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei.” — João 13:34
Amar nossos filhos como Cristo nos ensinou não significa apenas dizer “eu te amo”. Significa demonstrar esse amor através da presença, da paciência, da proteção, da orientação, do diálogo, da correção e do cuidado.
A beleza desse compromisso é que, embora muitas vezes falhemos em cumprir perfeitamente todas as suas “cláusulas”, Deus continua nos ensinando e nos oferecendo novas oportunidades para amar melhor.
Esse é o verdadeiro “Termo do Contrato”: fazer o bem, perdoar, amar e permanecer presente.
Que Deus nos conceda sabedoria para cumprir esse compromisso e que nossos filhos possam encontrar em nós não apenas quem lhes deu a vida, mas também braços para acolhê-los, palavras para orientá-los e um coração onde sempre possam encontrar amor.
Porque o maior contrato que podemos estabelecer com nossos filhos não é feito de cláusulas, assinaturas ou promessas perfeitas. É firmado diariamente através do amor.
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