Ministério Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil

Ministério Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil
O Ministério Moms In Prayer International, anteriormente conhecido como Moms In Touch / Mães em Contato, chama-se, atualmente, Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil. Começou em 1984, em Bristish Columbia, Canadá com Fern Nichols. Atualmente o Ministério está em mais 150 países. É um ministério de oração em favor dos nossos filhos (biológicos, adotivos e espirituais), os colegas deles, suas escolas, professores e diretores para que sejam guiados por altos valores bíblicos e morais e, assim, cobrir todas as escolas do mundo com uma rede de proteção espiritual através da oração. A base do Ministério são as escolas de nossos filhos. (Educação Infantil até a Universidade)

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

AUTISMO: UM DIÁLOGO NECESSÁRIO

 


ORAÇÃO DAS CRIANÇAS AUTISTA

"Bem aventurados os que compreendem o meu estranho passo a caminhar.

Bem aventurados os que compreendem que ainda que meus olhos brilhem, minha mente é lenta.

Bem aventurados os que olham e não vêem a comida que eu deixo cair fora do prato.

Bem aventurados os que, com um sorriso nos lábios, me estimulam a tentar mais uma vez.

Bem aventurados os que nunca me lembram que hoje fiz a mesma pergunta duas vezes.

Bem aventurados os que compreendem que me é difícil converter em palavras os meus

pensamentos.

Bem aventurados os que me escutam, pois eu também tenho algo a dizer.

Bem aventurados os que sabem o que sente o meu coração, embora não o possa expressar.

Bem aventurados os que me amam como sou, tão somente como

sou, e não como eles gostariam que eu fosse."


Autismo: um diálogo necessário na igreja


Nos últimos anos, há um número crescente de crianças e adolescentes diagnosticados com autismo. O transtorno do espectro autista é uma síndrome comportamental, reconhecida como uma Disfunção Global do Desenvolvimento, que se manifesta já nos primeiros anos de vida, causada por diferentes influências genéticas, neurológicas e ambientais, e que altera essencialmente o comportamento, a comunicação e, consequentemente, as interações sociais das crianças. O termo autismo deriva do grego “autos”, que significa “voltar-se para si mesmo”. O psiquiatra austríaco Eugen Bleuler foi o primeiro a utilizar o termo, em 1911, quando analisava crianças com comportamentos atípicos.

Apesar de o autismo ter um número significativo de incidência, foi apenas em 1993 que a síndrome foi adicionada à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). A demora na inclusão do autismo nesta lista se deve aos mistérios que ainda envolvem a questão. Atualmente, o diagnóstico continua sendo impreciso e nem mesmo um exame genético é capaz de assegurar com precisão a presença da síndrome. Dessa forma, como ainda não se podem afirmar geneticamente as causas do autismo, o diagnóstico se dá através da observação sistemática do paciente que geralmente apresenta sintomas como dificuldade de comunicação e de interação social, irritabilidade, além de comportamento repetitivo, obsessivo e ecolalia.

Como existe uma série de graus de autismo, a intensidade dos sintomas pode variar. Nesse sentido, cada pessoa é única. A criança no extremo do espectro tem seu comportamento bastante comprometido, enquanto aquela de grau leve pode ser brilhante, com diversas habilidades em diferentes áreas do conhecimento. Algumas crianças não falam e nem se comunicam, já outras se sobressaem em questões intelectuais. Sabe-se, no entanto, que uma criança pode evoluir no seu quadro se diagnosticada cedo e se submetida a tratamento adequado. O diagnóstico e tratamento precoces, a partir de um ano e meio de idade, são os ideais a serem alcançados em termos terapêuticos.

Famílias esgotadas e desestruturadas:

As crianças com autismo e outros transtornos de desenvolvimento já são uma realidade nas comunidades cristãs, seja com presença nos cultos ou nos espaços de espiritualidade infantil e adolescente. Seus pais e mães chegam à igreja, na maioria dos casos, apresentando um quadro preocupante, de stress, de crises pessoais e conjugais e de sintomas depressivos.

Ora, as famílias de crianças com autismo enfrentam, a bem dizer, dois grandes desafios:

1 - o de buscar um diagnóstico para o comportamento atípico do filho ou da filha, que só é concedido depois da criança ser analisada por inúmeros profissionais da área da saúde. Ela, então, é submetida a exames de sangue, neurológicos e genéticos. Muitos destes exames colocam as famílias em longas filas de espera, experimentadas como tempos angustiantes, já que elas anseiam por respostas. É um exaustivo trabalho investigativo para alcançar um diagnóstico não definitivo, na maioria das vezes, mas orientador para os futuros caminhos terapêuticos a serem adotados.

2 - uma vez passado esse processo, a criança e a sua família enfrentam uma segunda fase, não menos cansativa: a busca pelo tratamento. As dificuldades residem, sobretudo, na falta de profissionais preparados para lidar com o transtorno, especialmente quando buscam na rede pública, ou mesmo pela dificuldade de encontrar profissionais de determinadas áreas no Sistema único de Saúde (SUS). Além disso, muitas possibilidades terapêuticas não estão acessíveis no Brasil.

Não raro, as famílias esgotam seus recursos financeiros com profissionais que atendem apenas de forma particular; às vezes, as consultas e os tratamentos exigem longos deslocamentos entre cidades e inúmeras horas de cuidado, de estímulo e atenção em atividades dadas como “tema de casa”. E em muitos casos, um dos cônjuges ainda opta por sair do seu trabalho, abrir mão da carreira profissional para atender às necessidades do seu filho ou filha. Uma realidade de muitas renúncias, só suportadas com uma boa dose de amor. A consequência de tantos esforços já se conhece: esgotamento mental, emocional e físico, tanto nas famílias que cuidam de pessoas com deficiência, como também nas crianças que são submetidas a intensas e numerosas terapias.

Esse processo agrava-se pela forma como a sociedade trata a questão. Uma sociedade que valoriza a vida humana por aquilo que ela é capaz de produzir socialmente (culturalmente e economicamente), que institui padrões de beleza, de comportamento e valoriza a pessoa pelo que ela tem, impõem difíceis desafios aos pais e às mães. O sentimento que permanece, para muitos deles, é o de se sentirem “incapazes” diante do desafio que lhes foi posto. Assim, mesmo os menores sinais de evolução no tratamento terapêutico já servem para alimentar a esperança, vibra-se com as pequenas conquistas, com cada fase transposta, são como injeções de ânimo para continuarem investindo na educação e no cuidado de seus filhos, sonhando com sua inserção numa sociedade que pouco soube acolher.

Para outros pais e mães, no entanto, nos casos muito graves, sentem-se exercendo o próprio trabalho de Sísifo, mito que em contextos pós-modernos, é empregado para significar qualquer tarefa que envolva esforços longos, repetitivos, mas fadados ao fracasso - algo como um infinito ciclo de esforços que, além de não levarem a nada proveitoso quando pensados em termos de produtividade social, também são desprovidos de quaisquer opções de desistência ou de recusa em fazê-lo. E o fazem, não desistem, impulsionados não só por um senso de dever, mas principalmente, pelo amor paterno e materno, a única força capaz de motivá-los a continuarem, a lutarem, a persistirem.

Além disso, já são conhecidas as constantes lutas desses pais e mães por políticas públicas de amparo às crianças com autismo e suas famílias; as tentativas de articulação desses pais e mães em movimentos que visam combater o preconceito e levar informações à sociedade. Casos de exclusão do sistema escolar, em restaurantes, lojas e aviões são lugares comuns. A velha história ‘Ninguém veio à festa de aniversário do meu filho’ são queixas repetidas nos círculos de autismo. E, se você conhecer pais e mães de crianças com autismo, vai saber que a exclusão dessas crianças em diversos ambientes públicos ou mesmo em atividades extracurriculares de algumas escolas acontece regularmente. Ou seja, crianças com autismo são excluídas sistematicamente de suas comunidades. Mas isso tem um custo. A consequência é que muitas famílias não conseguem adaptar-se ao recebimento de um filho ou de uma filha com algum tipo de deficiência, nem redefinir seus papéis dentro da estrutura familiar, a fim de se ajustarem a um novo estilo de vida. Divórcios, depressão e desamparo marcam a realidade da vida delas. E são estas famílias, “quebradas” pela cansativa e injusta luta na vida e pela vida que estão chegando às nossas comunidades.

Jesus acolhe e visita. A igreja acolhe e visita:

A partir deste panorama, a igreja, seguindo o Ministério de Jesus (Jo 4) que recebeu e cuidou da vida humana (Lc 5, 7, 9, 10...), pode assumir um importante papel de acolhida e de cuidado. Ora, famílias que têm um filho ou uma filha com autismo, ou qualquer outro tipo de deficiência, além de experimentarem o preconceito e a rejeição como vimos, estão extenuadas das maratonas em busca de diagnóstico e de tratamento. Por isso, elas anseiam por espaços de acolhida, aceitação e vivência da espiritualidade. Os princípios bíblicos do cristianismo (Jo 13. 31-35) desafiam a Igreja a acolher estas famílias, a cuidar de suas “feridas” (Lc 10. 25-37), a ajudá-las a superar as experiências de preconceitos e a colocá-las em relação com o Deus da vida. Trata-se de uma questão cristã, já que somos chamados e chamadas a valorizar o ser humano, qualquer que seja a sua condição, pelo simples fato dela ter sido criada por Deus (Gn 1), por ser filho, filha do grande Pai (Lc 15), e não por sua aparência, pelos seus aspectos comportamentais ou pelo que ele será capaz de produzir.

E a Igreja pode ser acolhedora com gestos muito simples: ela pode se aproximar destas famílias e de seus filhos e suas filhas e os tratar com dignidade; ela pode recebê-los bem em seus templos, propiciando, especialmente às pessoas com deficiência, condições de mobilidade nos seus espaços físicos; pode instrumentalizar as lideranças que exercem trabalhos com crianças e adolescentes sobre o autismo; pode oferecer espaços e momentos de espiritualidade e educação religiosa; pode criar redes de apoio para que as famílias possam trocar experiências e se ajudarem mutuamente; ela pode recebê-los, não com um olhar condenatório, mas de misericórdia, buscando ouvir suas necessidades.

Da mesma forma, com os devidos cuidados, nada impede que as crianças com autismo participem das atividades desenvolvidas pela comunidade. Indubitavelmente, trabalhar com essas crianças é um desafio, assim como é trabalhar com qualquer criança, porque todas elas trazem repertórios diferentes e têm modos distintos de aprendizagem. Aliás, as evidências mostram que interações significativas com colegas de desenvolvimento típico, oferecem às crianças atípicas, benefícios sociais e intelectuais importantes, ao mesmo tempo em que estes também se beneficiam desta interação, aprendendo a conviver e a respeitar as diferenças.

Neste sentido, é importante uma conversa franca com os familiares, estabelecer um canal de comunicação, que fique sempre aberto, no intuito de melhor compreender o papel da comunidade em relação à família e à criança. A Igreja pode ser muito cuidadora quando pensa nestas questões. Exemplifico com uma experiência real:

João, menino de quatro anos, membro de uma comunidade luterana e filho de pai e mãe que exercem liderança na comunidade, recebeu o diagnóstico de autismo. Ele não fala, tem dificuldades de socialização e apresenta comportamentos repetitivos, ecolalia e irritação. Mas, ele adora estar no culto, especialmente quando a comunidade canta. Além disso, se posta ao lado do pastor durante as celebrações porque gosta dele e se sente bem ao seu lado. O pastor, sabendo que existiam rumores acerca do comportamento do João e de como ele estaria prejudicando o bom andamento do culto, além da existência de recriminações ao pai e à mãe que não davam um jeito de “aquietar” a criança, em certo momento da celebração, abraçou o menino e disse para a comunidade: “nós estamos acolhendo uma família que tem uma criança com diagnóstico de autismo; esse menino ama estar no culto e adora as músicas que nós cantamos para Deus. A inclusão desta criança e desta família é uma tarefa de todos nós”. A partir daí as coisas mudaram e o João e sua família passaram a receber outro tratamento, outro tipo de cuidado, foram abraçados por toda a comunidade.

Portanto, a igreja está sendo inserida dentro de uma realidade que exigirá dela, mais uma vez, as ações de misericórdia, como resposta de fé a tudo o que Deus fez. A Igreja primitiva foi um exemplo disto. O livro de Atos (Atos 2 e 6), relata a forma como a comunidade se reunia e como ela se preocupava em formar redes de apoio para ajudar as pessoas em sofrimento, resgatando essas pessoas para uma vida com Deus. Ou seja, é fundamental que a comunidade cristã olhe para sua tradição e relembre sempre de novo a sua vocação, seguindo, desta forma, o Ministério de Cristo.

Conclusão:

O desafio posto à igreja é o de se abrir definitivamente para a realidade do autismo e outros Transtornos do Desenvolvimento. Isso vai exigir que ministros, ministras, lideranças e a própria comunidade sejam preparadas para o acolhimento e para a convivência, como forma de testemunho do amor de Deus. Não há como se eximir desta tarefa e nem adiá-la. Uma igreja sustentada por Deus, que segue no Ministério de Jesus, o Bom Pastor (João 10), guardiã da voz profética, está sendo chamada a olhar para uma nova realidade. Por enquanto, o caminho é cheio de incertezas, mas como igreja peregrina que somos, também aprenderemos a caminhar com as famílias que vivem e convivem com o autismo (Lc 24. 13-35).

(Pr. Dr. Marcos Augusto Armange)

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(Coeditora do Blog: Sirlei Mendonça Campos)

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sexta-feira, 10 de novembro de 2023

MOLLY BRUNO FALA SOBRE ORAÇÃO: "É UM RELACIONAMENTO"


Molly Bruno que inspirou a personagem do filme "QUARTO DE GUERRA" fala sobre a oração.

Intimidade
"É um relacionamento. É como conhecer os caminhos que Ele tem para mim todas as manhãs. O que eu faço é adorá-Lo e amá-Lo. Isso é tudo!

"Quando você tem Jesus, você tem tudo". Talvez esta frase já tenha sido dita por milhares de pessoas, porém está ganhando ainda mais força nas palavras de Molly Bruno, a senhora de 91 anos que inspirou a personagem D. Clara, do filme "Quarto de Guerra". No filme, a senhora busca ajudar - por meio da leitura bíblica e oração - uma nova amiga, que está passando por dificuldades no casamento.

Em um pequeno vídeo publicado na página oficial do filme no Facebook, os irmãos Kendrick - produtores do sucesso do longa que foi sucesso de bilheteria nos EUA e em todo o mundo conversaram com a guerreira de oração. Ela também se emocionou ao descobrir que ela não apenas inspirou a personagem D. Clara, mas também viu que os produtores prezaram por detalhes, como usar a Bíblia da própria Molly em diversas cenas.

"Um dos maiores tesouros do último ano foi conhecer a senhora de 91 anos e guerreira de oração, chamada Molly Bruno", destacou Stephen Kendrick.

Quando comentou a importância que dá ao seu momento de orações e leitura bíblica diárias, Molly destacou que isto marca o início do seu dia.

"Bom, a minha conversa com o Senhor é muito importante, porque eu começo o dia depois do meu momento com Ele. Quando você tem Jesus, você tem tudo", declarou.

Questionada sobre um possível medo da morte, Molly foi enfática e bem-humorada ao responder ao próprio Stephen com um sonoro "Não!".

"Eu mal posso esperar para ver aquela bela face. Se lembra de como eu te abracei esta noite", perguntou ela a Stephen em um bate-papo em sua sala de estar. "Esta será a forma que vou abraçar Jesus quando chegar no céu".

Intimidade
"É um relacionamento. É como conhecer os caminhos que Ele tem para mim todas as manhãs. O que eu faço é adorá-Lo e amá-Lo. Isso é tudo o que eu posso fazer", disse ela com lágrimas nos olhos.

"Quando eu vejo uma barreira, penso: 'Jesus, eu sei que isso vai se resolver, então vá em frente' e Ele resolve".

"Quarto de Guerra"
O filme que já arrecadou mais de 70 milhões de dólares em bilheterias nos cinemas dos Estados Unidos da América

(Fonte: www.guiame.com.br)

Mães estamos vivendo tempos difíceis, em todos os aspectos, moral, ético, político, religioso, econômico, precisamos crer com toda força dos nossos corações para que a glória de Deus seja manifesta no Brasil, na nossa casa , na vida dos nossos amados filhos, façamos nosso quarto de guerra, para que através de nossas orações Jesus opere maravilhas.

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(Editora do Blog: Jane Esther Monteiro de Souza de Paula Rosa)

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quarta-feira, 8 de novembro de 2023

VOCÊ VAI LUTAR POR MIM EM ORAÇÃO?


A vida se tornou um peso que estava caindo sobre mim. Eu estava desanimada e confusa. Meu colega de quarto tinha ido trabalhar e eu estava angustiada pensando no que poderia fazer para acabar com essa dor. Sem perceber na hora, agora sei que minhas escolhas erradas me trouxeram a este lugar vazio. E então, sem que eu Lhe pedisse, Ele veio.

Jesus, meu Salvador, apareceu na cena do meu quebrantamento e em um instante mudou o curso da minha vida. Ele me libertou da prisão que havia criado e naquele dia, 5 de fevereiro de 1985, tornei-me uma nova criatura. Tudo era diferente. Comecei a ver a vida com os olhos da fé. Tive esperança, alegria e paz que nunca havia conhecido. Eu estava transformada.

Por que Jesus me procurou naquele dia frio de inverno? Acredito que foi a resposta Dele às orações de minha mãe, avó, tia e outras pessoas que lutaram por mim em oração por muitos anos.

Anos mais tarde, quando me tornei mãe na casa dos trinta e o chamado da oração foi colocado em minha vida. No caminho para visitar meus avós, um programa de rádio Focus on the Family foi transmitido com Fern Nichols, fundadora da Moms in Prayer, explicando o ministério ao Dr. James Dobson. O Espírito Santo agitou em mim de uma forma que nunca esquecerei e eu sabia que tinha que fazer parte disso.

Em pouco tempo, tornei-me líder do grupo Mães em Oração para uma escola onde dirigi por muitos anos, orando com outras mães uma hora por semana pelas crianças e professores. Mais tarde, quando meus filhos se formaram, fiz a transição para minha casa, onde continuo até hoje, liderando um grupo de mães dedicadas e fiéis. Juntos, continuamos a ver a bondade de Deus expressa nas muitas orações respondidas que testemunhamos na vida de nossos filhos, a maioria já crescidos e com seus próprios filhos.

Uma das minhas maiores alegrias agora é semear neste ministério de mães que oram por meio de doações mensais. Eu li testemunho após testemunho de como o Moms in Prayer International está causando um impacto ao redor do mundo. Para mim, foi uma honra ajudar a fornecer recursos para que os grupos possam começar.

Recebo minha recompensa toda vez que vejo mães sorridentes reunidas em grupos de oração ao redor do mundo, sabendo que sem ajuda financeira isso não seria possível.

Muitas dessas mães não conseguem nem mesmo pagar a passagem de ônibus para sair de suas aldeias para assistir às reuniões semanais de oração.

Você gostaria de estar ao nosso lado, que temos essa paixão pela oração por nossos filhos e escolas, e ajudar a inflamar nosso mundo doando um presente único ou uma doação mensal recorrente para Moms in Prayer International?

Mais crianças e escolas oram por seu presente que trará dividendos eternos e você poderá participar da transformação de vidas por meio do poder da oração.

Jamais esquecerei aquele dia em que Deus mudou minha vida. Eu mal podia esperar para ligar para minha mãe e compartilhar o que Deus tinha feito em resposta às suas muitas orações por mim. Pude ouvir o alívio quando contei a ela que o filho pródigo finalmente havia voltado para casa.

Então Jesus falou-lhes novamente, dizendo: “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida ”. João 8:12 NASB

ORE com as mães da sua comunidade pelos seus filhos.

(Sandi Martin/Blog Moms um Prayer)

Sandi Martin mora nas montanhas Blue Ridge com o marido, Jerry, e os filhos. Uma das coisas favoritas de Sandi na vida é o tempo que ela passa orando e liderando um grupo da faculdade Moms in Prayer em Lynchburg, Virgínia. Ela também gosta de servir na Equipe de Desenvolvimento do Ministério Internacional Moms in Prayer e é ex-coordenadora do estado da Virgínia.

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segunda-feira, 6 de novembro de 2023

A PAZ DE DEUS


 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27)

Desde as remotas eras da história da humanidade, a sociedade busca, das mais diversas formas, usando dos mais diversos mecanismos, obter a paz. A Bíblia, sendo o mais completo livro já escrito, também trata desse tema. Há, porém, distinções claras entre a paz que Cristo propõe e a paz que tem sido proposta pela sociedade ao longo dos séculos. Façamos, então, uma análise desse assunto pela ótica do texto bíblico em João 14:27, para que possamos compreender as palavras de Cristo e a ideia de paz à luz das Escrituras.

O texto está inserido em um discurso de Jesus, no qual o mestre profere palavras de direcionamento e orientação aos discípulos, preparando-os para a realidade de sua morte na cruz, cada vez mais próxima. Jesus sabia das dificuldades que se levantariam após sua ascensão aos céus, desde calúnias, acusações, até perseguições e martírios. Tendo isso em mente, o bom Mestre, após falar sobre o “outro Consolador” que haveria de descer para direcionar a igreja, deixa outra promessa para os seus seguidores: “a minha paz vos dou”.

Ao fazer uma análise com certa atenção, podemos depreender que essa promessa de Cristo nos traz 2 verdades, a saber:

JESUS NOS DÁ A SUA PAZ

O mundo também pode nos dar paz, mas não a mesma paz que Cristo nos dá;

Analisemos essas verdades de modo individual, para que possamos compreender a distinção entre elas e, assim, obter uma melhor compreensão do texto.

1 – A Paz que o mundo nos dá

Os conflitos interpessoais permeiam a história do homem, sendo quase que intrínsecos ao ser humano. Seja através de uma simples discussão, um confronto físico ou uma guerra de abrangência internacional, os conflitos são, indubitavelmente um dos maiores males sociais de todos os tempos. Assim sendo, a sociedade tem clamado por paz, acreditando que as guerras e conflitos são o problema último, que, sendo solucionado, poderia levar à obtenção de um mundo perfeito.

O pensador Immanuel Kant entendia a paz como um problema jurídico-político, que deveria ser tratado através de uma construção social. Ele escreveu em 1795 o opúsculo intitulado “A Paz Perpétua”, cuja a grande questão era assegurar que os estados nacionais pudessem estabelecer entre si um quadro de paz eterna. Kant enxergava a paz de uma ótica internacional, não atentando para o lado interpessoal, subjetivo e individual do conceito. Mahatma Gandhi ficou conhecido por ser defensor do AHIMSÁ, que trata-se de um código de ética hindu que refere-se fundamentalmente ao respeito incondicional para com qualquer forma de vida e engloba todas as formas de não-agressão. Gandhi via a paz como a ausência da violência, seja ela na forma verbal, física ou por meio de atitudes.

Porém, talvez para a maioria das pessoas situadas dentro da cultura secular, paz signifique ter um bom emprego, uma boa família, bons amigos, morar numa boa casa e ter uma boa saúde. É importante mencionar que todas essas coisas podem ser conquistadas sem que haja conversão ou arrependimento de pecados.

Talvez isso soe estranho, haja vista a cultura pseudo-cristã que se instalou em nosso país, onde a salvação é, na verdade, uma relação comercial de barganha entre os crentes (clientes) e Deus (vendedor), e a moeda de troca para obter qualquer bênção material são os dízimos e ofertas. Porém, essa é uma verdade factual e que pode ser fácil e empiricamente comprovada: as pessoas podem viver vidas tranquilas, sem grandes preocupações, sem grandes sofrimentos e dificuldades; e isso mesmo sem conhecer o evangelho. 

Na verdade, é essa a paz que o mundo pode oferecer, e é dessa paz que Jesus se refere no versículo em análise quando diz “não vo-la dou como o mundo a dá”. Todos nós já conhecemos uma pessoa, não-cristã, que vive bem, tem uma vida profissional e familiar estruturada, paga as contas em dia e não passa por tantos problemas; ou seja, uma pessoa que vive em “paz”. Isso é possível devido àquilo que entendemos teologicamente como graça comum.

“Porque Deus faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.” (Mateus 5:44-45)

Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes. Devido à essa graça, Deus permite que algumas pessoas, mediante diversos fatores, desfrutem de certa tranquilidade, que é erroneamente entendido como sendo paz. O grande problema disso que as pessoas entendem por paz, é que ela se restringe ao âmbito material e sentimental, e essa limitação, apesar de parecer insignificante, distingue completamente esse conceito do verdadeiro conceito de paz que a Bíblia nos dá.

O mundo oferece sim uma paz, mas uma paz falaciosa, na qual muitas pessoas estão envolvidas e acham que, por viverem nessa condição cômoda, não carecem de um Deus e não são merecedoras do inferno, caindo no engano de auto-justificação e achando-se boas demais para precisarem de perdão.

2 – A Paz que Jesus nos dá

De acordo com William Hendriksen, paz a que Jesus se refere pode ser entendida tanto como um legado que pode ser deixado para ser seguido (“Deixo-vos a paz…”, grego ἀφίημι), como também um tesouro ou uma dádiva que pode ser entregue (“a minha paz vos dou”, grego δίδωμι). Era um costume da sociedade da época se cumprimentar desejando a paz, como um formalismo social. João Calvino escreve a respeito disso, dizendo que “essa paz é de muito mais valor do que aquela que geralmente se encontra no seio da sociedade humana, a qual geralmente possui a palavra paz, porém gélida em seus lábios, a guisa de cerimônia, ou, se sincera e reciprocamente desejam a paz, contudo não podem outorgá-la realmente”.

A Bíblia nos traz um conceito diferente, a partir do qual entendemos a paz em dois sentidos: a paz em Deus e a paz com Deus.

Talvez o grande erro das cosmovisões seculares (ou, pelo menos da maior parte delas) seja enxergar a paz como a ausência de guerras ou problemas em geral. Paz em Deus é a segurança e convicção, mesmo mediante lutas e problemas, de que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8:28). 

Paz em Deus é saber que Deus é soberano, justo e misericordioso; é entender que nada escapa, ainda que por 1 milésimo de segundo, das Suas onipotentes mãos e que tudo o que se levanta contra nós serve para a edificação da nossa fé e, em instância última, para a glorificação do nome do Senhor. Jesus esclarece isso na própria escritura:

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33)

Jesus, ao mesmo tempo, diz que os discípulos terão paz e aflições. Podemos ter paz em Deus, apesar das aflições, e a razão disso é especificada por Ele no versículo: EU VENCI O MUNDO! A vitória de Cristo não somente viabiliza, mas também outorga a nossa vitória.

Podemos dizer que a paz com Deus é a causa de podermos ter paz em Deus. A escritura afirma de modo claro que a nossa condição, antes do advento de Cristo, era uma profunda inimizade contra Deus.

 “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” (Romanos 5:10)

 “A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou” (Colossenses 1:21)

É nesse sentido que temos paz com Deus. Nós, que outrora éramos inimigos em rebelião contra Deus, agora somos amigos, não estamos mais em guerra, estamos em paz com a pessoa de Deus. O estado adâmico de rebelião contra Deus foi desfeito por Cristo na cruz do calvário.

Conclusão

É essa a paz que o mundo não pode dar! Qualquer pessoa pode conseguir “a paz que o mundo oferece”, mas somente os remidos pelo sangue do cordeiro tem acesso à genuína paz, que é proveniente do trono da graça. Não é à toa que a Bíblia que a Bíblia chama Cristo de príncipe da Paz:

 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6)

 (Diego Matos)

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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

SEIS BENEFÍCIOS DE ORAR EM GRUPO

 


Nosso grupo de Mães em Oração se reuniu para um longo abraço. Não nos víamos há meses. Sentimos tanto falta delas!

Saí daquela reunião valorizando meu relacionamento com as mulheres do meu grupo de oração e descobri surpreendentes benefícios de orarmos juntas. Frequentei muitos grupos de Mães em Oração  ao longo dos anos, mas esse grupo de faculdade e carreira permaneceu intacto por mais de uma década. Priorizo esse horário e agendo todos os compromissos para outro dia ou hora diferente porque desejo orar com essas mulheres e tenho testemunhado que nossas orações fazem a diferença.

Sim, a oração por nossos filhos e escolas ainda é a principal razão pela qual nos reunimos todas as semanas, mas há benefícios adicionais em orar com o mesmo grupo de mulheres. Ao pensar em seus rostos familiares, minha mente relembra nossas experiências e confidências compartilhadas.

1. As mulheres com quem oro são minhas amigas mais próximas

Essas mulheres se tornaram minhas melhores amigas. Comemoramos as maiores alegrias da vida, choramos em nossas tristezas mais profundas e nos sentamos juntos durante nossos dias mais sombrios. Nós nos abraçamos profusamente, choramos feio e rimos histericamente juntas. Elas são minha tribo, se é que você me entende. Todas nós acreditamos no poder da oração, mas somos únicas em personalidades, habilidades e interesses. No entanto, Deus nos uniu como irmãs em Cristo para este momento, para orar.

2. Não hesitamos em entrar em contato quando uma de nós precisa de ajuda

No ano passado, Deus me incentivou a me colocar à disposição de outros durante o Natal. Minha vizinha perdeu a mãe, então perguntei se podia levar sopa para ela, mas ela recusou. Fiquei magoada, mas pedi a Deus outra oportunidade. Mais tarde naquela noite, uma amiga do grupo de oração me pediu uma carona para uma consulta médica. Enquanto eu estava na sala de espera com ela, recebi uma mensagem de outra amiga do grupo de oração perguntando se eu poderia levá-la à concessionária após nossa reunião de oração. Naquela mesma noite, outra amiga de oração perguntou se ela poderia dar uma carona até a casa da nora depois do nosso tempo de oração, já que elas só tinham um carro. Foi uma honra estar lá para minhas amigas e fiquei entusiasmada por elas terem me pedido ajuda.

3. Juntas, memorizamos as escrituras 

Podemos recitar Atos 26:18 de trás para frente porque temos orado repetidas vezes ao longo dos anos. “Senhor, abra os olhos de nossos filhos pródigos, diretores e professores. Transforme-os 'das trevas para a luz'. . . para que possam ser 'santificados pela fé' em Jesus”. Agora posso falar este versículo silenciosamente para as pessoas que vejo no shopping ou em um restaurante porque está gravado em minha memória. Louvamos a Deus todas as semanas, relembrando seus múltiplos nomes e atributos. Um ano, chorei quando lemos Isaías 40:11, lembrando que Deus é nosso pastor e ele carrega suas ovelhas perto de seu coração. Esse versículo ainda me conforta hoje.

4. A oração uns pelos outros e por nossas famílias é confidencial e imediata

Durante nosso tempo de oração, buscamos a vontade de Deus para nossos filhos e suas escolas. Também estamos atentos às necessidades urgentes uns dos outros ao longo do mês. Os textos começam a voar quando um membro precisa de oração. Às vezes sabemos pelo que orar, mas outras vezes a mãe pede uma oração geral urgente. Geralmente não é um de nossos filhos, mas um cônjuge, pais ou nós mesmos que precisamos de oração. Bebês prematuros, pais fracassados e emergências médicas podem levar as emoções de uma mãe para baixo. Um texto ou ligação rápida, no entanto, pode enviar um espírito às alturas quando regado com orações e versículos. Sei que essas mulheres manterão o pedido confidencial porque todos nós seguimos a política do  Ministério: “Lembre-se, o que é falado no grupo, fica no grupo”. Tenho certeza de que elas orarão imediatamente porque compareceram e permaneceram fiéis ao longo dos anos.

5. Temos um amor especial pelos filhos umas das outras e participamos de eventos importantes

Essas amigas de oração compareceram aos casamentos de nossos filhos, chás de panela e chás de bebê e até oraram por uma noiva antes da cerimônia. Podemos ter encontrado o filho ou a filha apenas uma vez, mas nos emocionamos com eles como se os tivéssemos conhecido por toda a nossa vida.

6. Nosso amor por Deus e pelos outros cresce a cada semana

Após nossa hora de oração todas as semanas, uma paz me preenche e permanece comigo durante todo o dia. Sou sempre grata por ter comparecido à reunião, não importa quão ruim seja meu humor inicial, o clima sombrio ou a situação ruim. Deixo a reunião, como um seguidor de Jesus mais bondoso, mais grato e mais gracioso. Uma perspectiva mais ampla de Deus e seu caráter forte e atributos gloriosos ampliam meu coração para Ele e para os outros.

Sim, a missão do Ministério Moms in Prayer é impactar crianças e escolas em todo o mundo para Cristo, mas Deus sempre trabalha de maneiras surpreendentes além dessas orações e de seu povo.

(Sally Cressman/ Blog Moms in prayer)

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora
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(Coeditora do Blog: Sirlei Mendonça Campos)

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terça-feira, 31 de outubro de 2023

CALENDÁRIO NACIONAL DE ORAÇÃO - BRASIL - MÊS DE NOVEMBRO DE 2023

 É maravilhoso fazer parte do Ministério Moms In Prayer International / Mães Unidas em Oração Internacional e conhecer o extraordinário Programa de Oração Mundial em PGOs - Pequenos Grupos de Oração, que Deus deu a uma mãe: Fern Nichols, em 1984, no Canadá, e que já está em mais de 160 países...

No inicio o nome era Moms In Touch / Mães em Contato, e, em 2012 foi mudado. A Visão, Missão e Propósitos continuam os mesmos: Orar pelos filhos e escolas. 

Mães Unidas em Oração Internacional impacta filhos e escolas em todo o mundo para Cristo através das orações das mães. Um Ministério que durante anos tem sido referência na vida de milhões de mães ao redor do mundo!

Louvamos a Deus por mais um mês de oração pela vida de nossos filhos e escolas...

Agradecemos a vocês Mães Unidas em Oração que enviam seus pedidos e, através deles podemos elaborar o Calendário Nacional de Oração que tem norteado cada mãe no seu grupo e seu momento "A Sós com Deus"!

No Momento "A SÓS COM DEUS", a Mãe Unida em Oração escolhe a hora mais apropriada, diariamente, e ora de 3 a 7 minutos por um dos filhos (biológico/coração ou espiritual), pela escola e pelo pedido do dia que está no Calendário Nacional de Oração, enviado para todas as Mães que pertencem ao Ministério, em PDF. O Calendário não substitui o encontro semanal de 1 hora dos PGOs - Grupos de Mães Unidas em Oração.

Se a mãe pertence ao Ministério Internacional e não recebeu o seu Calendário Nacional de Oração é só nos enviar um e-mail: contato@maesunidasemoracao.org ou entrar em contato pelo nosso whatsApp.

Mãe Unida em Oração Internacional é apenas instrumento nas mãos de Deus. Quem é digno de toda honra e de toda Glória é o Senhor Jesus Cristo! É Ele quem guerreia "com" e "através" de nós! (Efésios 6: 10-20).

Somos apenas servas!

Lembre-se que Mães Unidas em Oração Internacional é um Ministério de mãe com mãe.

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(Editora do Blog: Jane Esther Monteiro de Souza de Paula Rosa)

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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

TEMPOS MODERNOS, MÃES ATENTAS!



Tem sido cada vez mais comum o uso da Bíblia em dispositivos eletrônicos (celulares e tablets). Não se pode dizer que é errado usar tais dispositivos, porém eles podem ser uma tentação. Não podem tomar lugar do Reino de Deus

Eu, particularmente, ainda não me rendi ao uso da Bíblia em aplicativo. Uso, sim em algumas ocasiões, mas, sim, carrego a minha Bíblia impressa por aí. Não posso negar que acho prático ter a Bíblia em um dispositivo eletrônico e ser capaz de usá-la em qualquer situação, mas tenho ressalvas.

A Bíblia impressa não é nada mais do que um livro físico, com folhas, letras e capa. Ela não vibra, não toca e não assobia. Já um celular tem centenas de funções – nele você tem a opção de fazer e receber ligações, checar e-mails, WhatsApp, Facebook, Instagram, ouvir música, tirar fotos, fazer uso de tantas outras funções e, por fim, ler a Bíblia.

Repito, não é errado ler a Bíblia em dispositivos eletrônicos, muitas vezes é tudo o que se tem em determinado momento. Mas, pense na seguinte situação: você está no culto, lendo a passagem bíblica em seu celular e de repente chega uma mensagem. Nestes aparelhos novos, o nome do remetente e parte da mensagem já aparecem automaticamente na tela. Daí, “sem querer” você já lê um pedaço da mensagem enviada, mas qual será o restante da mensagem? O que você faz? Ai, que curiosidade!

Basta um segundo para tirar nosso foco do que é mais importante. Basta uma pequena vibração, um toquinho e nossa atenção se volta para o nosso celular. E a pregação? – Nem lembramos mais que estamos dentro da igreja. E a Bíblia? – Ah é! Tem uma no celular também!

Salmo 86:11: “Ensina-me SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome.”

Uma dica prática seria colocar o celular em “modo avião” ou simplesmente, desligá-lo enquanto se está no culto. E fazer como o salmista: pedir a Deus disposição de coração para temer ao Senhor somente. E que Ele nos ensine e nos ajude a usar destes bons artifícios modernos de forma que não desviem nossa atenção em momentos importantes, como o culto.

Sem espaço de armazenamento Tenho percebido que a internet e os aparelhos eletrônicos são os ladrões que mais têm roubado tempo de nossas vidas. Muitas vezes nos sentimos super atarefadas e parece que os minutos somem diante dos nossos olhos. No fim do dia, ainda temos uma lista imensa de coisas a fazer.

Mas agora, pense no seu dia: Quantas vezes por dia você faz uso da internet? Para que você usa a internet? Quantas vezes checa seu Facebook? Intagram?.. Quantas mensagens são mandadas por dia? Você consegue ouvir o barulhinho da mensagem que chegou e não checar imediatamente? Você se sentiria satisfeita se passasse o dia todo sem fazer login em suas contas? Ou você se sentiria desconectada e vazia?

As respostas a estas perguntas vão nos ajudar a saber o quão imediatistas nós somos. Elas nos ajudam a saber quão rápido nós servimos a estes dispositivos ao invés deles nos servirem. E isto é muito sério!

Um dia desses, eu estava ouvindo o rádio no carro e passou uma propaganda de uma nova operadora de celular. O grande diferencial do serviço oferecido é uma espécie de seguro que vem junto quando você contrata essa operadora:

• Eles mandam um especialista até sua casa para configurar seu celular;
• Emprestam um aparelho enquanto o seu está no conserto e,
• (Esta é a melhor parte!) Eles buscam seu celular esquecido em casa!

Com certeza esta nova operadora vai abocanhar uma fatia do mercado que está descontente com sua operadora atual e que achou muito interessante esta história de nunca ficar sem o celular.

Este serviço oferecido pode nos parecer muito útil, mas analisando mais profundamente, a conclusão é que nós passamos a ser escravos de ferramentas que foram criadas para facilitar nossa vida e serem usadas por nós. Dedicamos tempo, dinheiro e sacrificamos nossos relacionamentos com Deus e com o próximo a fim de cultuar a tecnologia em nossas mãos. Isso é pura idolatria!

Lucas 10:27 “ Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento.”

Pense agora nas respostas que você deu acima em relação à internet e tente fazer um paralelo com este versículo. Quantas vezes por dia você busca a Deus em oração? Quantas vezes no seu dia, as coisas que você vê ao seu redor, te levam a louvar ao Senhor?

Se gastamos boa parte do nosso tempo usando a internet para satisfazer as nossas curiosidades, então deixamos de investir tempo com Deus, tempo em oração e leitura da Palavra. Quebramos o primeiro mandamento e colocamos outros deuses diante de Deus.

Nosso país tem sido agraciado com a tradução de livros muito bons. E temos tido muitos autores brasileiros publicando literatura cristã de boa qualidade também. Mas o tempo de leitura de boa literatura, com mais de 144 caracteres, tem sido mais escasso. Haja vista quando entramos no metrô, ônibus, ou em outro meio de transporte, o que vemos são pessoas com suas cabeças baixas checando alguma coisa em seu celular. Ou basta o avião colocar as rodas na pista para as pessoas sacarem seu telefones de seus bolsos e começarem a checar, impacientes para saber se alguém mandou alguma mensagem, ou desejosas de ligar para alguém contando que já aterrissou.

Nosso coração não pode encontrar deleite nas coisas deste mundo, que são passageiras, que traça e ferrugem corroem, sem deixar espaço para nutrir e florescer a Palavra do Senhor. Não podemos deixar com que a internet dite quais imagens e vídeos o nosso coração deve adorar. Este lugar é de Deus e dele somente.

Na real
Tiago 4:8: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.” Aqui Tiago não está falando para ímpios que negavam a Cristo, mas para crentes no Senhor Jesus que passavam por tentações e muitas vezes deixavam seus corações serem levados para outro lado, longe do Salvador. Eram homens e mulheres inconstantes em seus caminhos.

E assim somos nós muitas vezes, amamos a Deus, mas temos uma mente dividida, inconstante. Deus nos dotou com inteligência e capacidade de criação, por isso, O honramos quando criamos coisas que exaltam Seus atributos. Não podemos deixar que estas coisas criadas por nós tornem-se nossos ídolos e objetos do nosso orgulho. Temos que usar da inteligência que Deus nos deu e o coração guiado pelo seu Santo Espírito para que estas coisas não nos dominem. Pois, o problema não é usar a internet, mas o quanto nosso coração está empenhado em se satisfazer nela; quanto tempo gastamos navegando sem limites, pode ser o problema.

É sabido que o uso devido deste instrumento pode ser de grande valia para a vida da igreja. Vejamos 1 Tessalonicenses 5:8: “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente…” Medite neste verso e pense no apoio que as igrejas podem dar aos seus missionários, fazendo conferências via Skype e orando junto com eles. Isso em tempos passados não era possível. Precisávamos esperar por cartas com fotos para saber como era o campo missionário e se aquela família precisava de algo em especial.

Outro grande auxílio é o número de recursos para aulas, escolas dominicais e EBFs. Somos servidos e podemos servir compartilhando materiais bíblicos utilizados em nossas igrejas, para que outros irmãos também sejam abençoados com o ensino da Palavra.

A internet não pode ser substituída pela pregação da Palavra e comunhão com irmãos em igrejas locais, mas pode ser o alento de um visitante estrangeiro que busca exortação e conforto na Palavra de Deus ouvindo sermões de sua terra natal. Pode nos edificar com sermões e estudos de crentes firmes na fé, mas que nunca terão oportunidade de vir pregar em nossa igreja local.

A internet pode ser canal de benção para proclamação do Evangelho. Afinal de contas, se muitos usam dela para espalhar mensagens de morte e mentira, nós que conhecemos a Verdade, temos uma mensagem muito mais sublime e majestosa para propagar, a mensagem da vida eterna e plena com Cristo.

Nós que somos mães cristãs não podemos sucumbir aos ídolos modernos. O politeísmo era um problema constante do povo de Deus. Mas não estamos livres disto. Hoje esses ídolos tem uma nova cara, com cores e formatos diferentes, mas ainda continuam encantando os corações do povo eleito.

No entanto, se nossos olhos estiverem fixos naquele que já correu esta corrida e venceu por nós, então nosso foco estará no que é mais importante. E por mais que sintamos que a batalha é dura e nossas forças se esvaiam, podemos todos os dias pedir renovação, fazer um novo download e ter nosso fardo aliviado.

Hebreus 12:2-3: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.”

E na eternidade nossa conexão com Ele será perfeita, sem desvio de atenção, sem obstáculos do nosso coração e sem infidelidade. Porque o próprio Jesus nos sustentará em sua graça para que nossa vida com Ele seja de perfeito louvor.

Pense nisso, mãe! Não é deixar de usas, mas sim, usar com sabedoria!

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sexta-feira, 20 de outubro de 2023

VAI TUDO BEM?


“Ele começou a rabiscar algumas palavras num papel. De repente, parou e olhou para o lado. Viu o pequeno bilhete escrito por sua esposa. Seus olhos se fecharam e ele foi transportado no tempo. Viu seu filho, de apenas quatro anos, acamado. Uma febre fatal o levara. Reviu a cidade onde viviam ser destruída por um grande incêndio e num piscar de olhos todos os seus negócios e investimentos desaparecerem. Viu sua esposa e ele planejando a longa viagem de navio. Ela iria antes com as quatro filhas e ele iria logo depois de fechar um importante negócio. Ainda podia sentir os abraços que trocaram quando se despediram.

Fitou novamente o bilhete no qual se lia: “salva, porém sozinha”. Lágrimas escorriam por sua face enquanto pensava naquelas palavras. O navio que levava sua família colidira com outro, em alto-mar, e 226 passageiros perderam suas vidas. Entre eles, suas quatro filhas. Sua esposa sobrevivera. Ele enxugou as lágrimas, continuou escrevendo e, assim, em novembro de 1873, Horatio G. Spafford, um advogado cristão de Chicago, escreveu o hino “Sou Feliz”.

Sob profunda dor ele compôs estes versos:

Se paz, a mais doce me deres gozar, 
Se dor a mais forte sofrer,
Oh! Seja o que for, tu me fazes saber. 
Que feliz com Jesus sempre sou! (CC 398)

Poderíamos perguntar: quem nunca foi atingido pela perda de um ente querido, uma doença, o desemprego, sofrimento emocional de um membro da família ou amigo próximo?

Nós não sabemos exatamente como reagir ou responder ao nos depararmos com circunstâncias tão difíceis.

A história da mulher Sunamita, cujo único filho havia morrido (2 Reis 4:20-26), relata que apesar de profundamente angustiada, quando lhe perguntaram: “Vai tudo bem…?”, a resposta foi: “Tudo bem” (v.26).

Mesmo abalados e aflitos, Spafford e a Sunamita conheceram o perfeito amor de Deus, pois entenderam que quanto maior o sofrimento, maior o consolo do Senhor.

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. [...] Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:1,27).

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, afirmou isso, foi além do simples falar. Ele ajudou pessoas em dificuldades. Jesus nos prometeu o Seu cuidado e por isto sabemos que em qualquer circunstância, podemos confiar que no Senhor somos felizes e temos a verdadeira paz.

Mãe, você não está sozinha, em hipótese alguma. Deus está com você em todos os instantes. Ele vai transformar a sua dor e você poderá ajudar muitas outras mães que estão passando pelo vale.
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segunda-feira, 16 de outubro de 2023

ALIMENTANDO NOSSA FÉ EM DEUS


A fé é a condição de toda a vida espiritual, tanto para entrar como para dar os passos necessários para avançar nela. Convém-nos, portanto, fazer tudo para dar-lhe toda nutrição e cuidado possíveis. A fé, quando fortalecida e alimentada, certamente crescerá. Contudo, a forma como cresce e as condições para isso podem ser exatamente opostas ao nosso modo de pensar.

Normalmente, supomos que a fé é fortalecida por receber grande encorajamento, como quando obtemos respostas rápidas e abundantes às orações, experimentamos elevados graus de alegria ou recebemos profundas visões das coisas celestiais. Na realidade, essas coisas não fortalecem nossa fé tanto quanto imaginamos. Nossa fé deve ser alimentada pelas promessas de Deus, contidas na sua Palavra escrita.

Quando Deus primeiro chamou Abraão, ele inundou sua alma com uma porção de promessas. Falou com ele dos céus estrelados, do solo de Canaã por onde andava, pelas visitas de anjos e pelo Espírito Santo nas profundezas do seu ser. Abraão viu grandes coisas, possibilidades tremendas para si mesmo e para sua posteridade. Sua alma bebeu essas promessas até que sua fé se tornou ampla e poderosa, e isso antes que uma sequer delas se cumprisse.

Deus trata com as pessoas hoje de forma semelhante. Quando chama alguém para um nível mais alto de perfeição ou serviço, ele começa abrindo as promessas da sua Palavra e as possibilidades que podem ser alcançadas, antes mesmo que haja qualquer sinal exterior do seu cumprimento. O coração que se firma nas promessas de Deus até que elas se tornem tão reais quanto o próprio Deus – esse terá, de fato, uma grande fé.

Uma outra fonte de nutrição para a fé é a remoção de apoios naturais e humanos. Naturalmente, apoiamo-nos em muitas coisas na natureza, na sociedade, na igreja e nos amigos, muito mais do que temos consciência. Achamos que nos apoiamos somente em Deus e nem imaginamos o quanto dependemos de outras coisas – até que as perdemos. Se não fossem removidas, continuaríamos enganando a nós mesmos, pensando que dependemos de Deus em tudo. Mas Deus pretende concentrar nossa fé somente nele, através de remover todas as outras bases, desligando-nos dos nossos outros suportes, um após o outro.

Muitas pessoas não conseguem suportar essa total demolição de apoios secundários. É mais do seriam capazes de aguentar. Reagiriam com rebelião ou amargura e, por isso, Deus permite que tenham uma fé imatura e que ainda dependam, em alguma medida, de outras coisas.

Porém, para aqueles que têm capacidade de suportar o desgaste e a tensão da fé, ele permite toda sorte de desapontamentos: a morte de grandes esperanças, a perda de amizades terrenas ou a destruição de propriedades e bens, enfermidades e fraquezas diversas no corpo ou na mente, desentendimentos com familiares e amigos. Isso acontece ao ponto da paisagem espiritual se assemelhar a um deserto ou a uma região varrida por furacões, compelindo a pessoa a se refugiar somente em Deus.

Enquanto esses apoios secundários estão sendo removidos, a pessoa não percebe o que está acontecendo no seu interior. Só depois é que descobrirá que a fé cresceu e se expandiu com cada onda que se lançou contra ela. A fé cresce quando menos esperamos. Tempestades e dificuldades, tentações e conflitos, são seu campo de operação. Como o petrel (ave oceânica semelhante ao albatroz), a fé possui um gozo sobrenatural no furor da tempestade e no estrondo das ondas.

A fé não só é alimentada pela remoção dos apoios terrenos, mas também pela retirada aparente da consolação divina. A resposta à nossa oração parece demorar demais e a fé é testada até o último ponto. Parece que o Senhor se virou contra nós e tudo que podemos fazer é continuar nos agarrando com o grito envergonhado de “Senhor, ajuda-me!”

Mesmo aí a fé está se expandindo e crescendo além do que podemos imaginar, pela própria extensão da demora em chegar a resposta. Quanto mais o Senhor demorava em atender à oração da mulher siro-fenícia, mais a sua fé foi purificada, mais se intensificou. Grandes demoras servem para purificar nossa fé até que tudo que é inconstante, efêmero e impulsivo seja expurgado, nada deixando além da própria fé.

FÉ ACENDE FÉ 


Outra forma de alimentar a fé é aprender sobre a fé de outras pessoas e meditar sobre isso. Leia as biografias daqueles que foram severamente provados e que creram em Deus apesar de todas as circunstâncias contrárias. Fé acende fé. Compreender como Deus lidou com outras pessoas capacita-nos a interpretar os tratamentos dele em nossa vida. Nossa fé é inspirada mais ao sabermos das provações dos santos na Bíblia do que por ouvir sobre acontecimentos mais fácies e agradáveis.

Ainda outro meio de fortalecer a fé é a estratégia de Deus na qual ele constantemente troca os canais que trazem sua bênção providencial para nós. Quando a provisão de Deus vem da mesma maneira durante um certo período de tempo, inconscientemente fixamos nossa confiança no canal mais do que na fonte invisível.

Quando Deus dava água para o povo de Israel no deserto, às vezes vinha da rocha, outras vezes de um poço cavado na areia seca (ver Nm 21.16-18). Quando Deus nos envia refrigério espiritual, ele geralmente muda as circunstâncias ou canais de tempos em tempos. O mesmo ocorre com sua provisão material. Ele não quer que nos prendamos a qualquer meio ou fenômeno em particular. Nossa fé precisa ser ligada a ele mesmo e não ao seu modo de fazer as coisas. Por essa razão, ele muitas vezes desapontará as nossas expectativas baseadas em provisões anteriores e revelará seu favor de maneiras novas, usando canais diferentes e surpreendendo-nos com sua grande e criativa sabedoria.

Dessa forma, nossa fé vai se fortalecendo com os desapontamentos visando chegar a tal nível de união com Deus que não olhará mais para pessoas ou coisas ou meios ou canais anteriores ou circunstâncias ou determinadas atitudes mentais ou reuniões ou conjuntos de sentimentos ou momentos ou épocas especiais. Uma fé fortalecida se mantém desprendida de tudo isso e depende somente de Deus. Este nível de fé jamais poderá ser desapontado ou abalado, pois não espera nada a não ser aquilo que Deus deseja, e não procura nenhum meio especial a não ser a infinita sabedoria divina. Sua expectativa está somente em Deus.

EMPECILHOS À FÉ

A incredulidade do coração humano surpreendia e chocava Jesus a todo momento. Feria sua natureza sensível constantemente.

Um empecilho à fé é olhar para as circunstâncias e não para as promessas imutáveis de Jesus. Quando Pedro andou sobre a água e, de repente, começou a afundar-se, Jesus disse: “Homem de pequena fé, por que duvidaste?” (Mt 14.31). Pedro podia fixar sua atenção em uma de duas alternativas. Uma era a ordem “Vem”, dita pelo Salvador. A outra era as ondas do mar.

Pedro não era uma pessoa sem fé, pois foi ele mesmo que pediu ao Senhor para chamá-lo a andar na água. Ele tinha uma inclinação interior para sair e andar em direção a Jesus, mas desejava a autoridade da palavra do Mestre como uma tábua sob seus pés, autorizando-o a fazê-lo. Aquele sublime toque interior, que fora gerado por Deus, não perdeu sua força até que seus olhos foram desviados para se impressionarem com o perigo das ondas.

Aqui está o conflito que ocorre em cada vida: escolher entre o toque do Espírito no interior para confiar em Deus sem reservas e a influência dos sentidos que contemplam a instabilidade das coisas exteriores. É uma batalha entre a verdade invisível e a sombra visível, a estabilidade da rocha e o movimento do mar. A aparência das ondas e o significado da palavra “vem” estavam diretamente em contradição um ao outro, na percepção da razão humana.

Durante todos os séculos, as ondas nunca deixaram de afogar, porém, por outro lado, a palavra de Deus nunca deixou ninguém na mão. Aqui estavam duas forças invariáveis que se opunham uma à outra. A única pergunta era: qual das duas era mais forte? Qual lei teria a preeminência – a da gravidade natural ou a da palavra de Deus? A palavra “vem” nos lábios de Jesus tinha mais autoridade do que toda a imensidão das ondas e do mar, pois foi o poder da simples palavra em sua boca que colocou todos os oceanos em movimento. A água tinha a aparência de poder, mas na palavra de Jesus estava o verdadeiro poder.

Grande parte da nossa vida é ilustrada por esse incidente. Vivemos num mar em movimento. Vez após vez, enfrentamos a alternativa de confiar na aparência das coisas ou na verdade invisível de Deus. Se ouvirmos o assobio dos fortes ventos, a voz onipotente de Jesus ensurdecerá. Se olharmos às cristas embranquecidas das ondas gigantes, não conseguiremos ver as mãos estendidas de Jesus. Cada um precisa chegar individualmente a uma decisão firme e irreversível sobre o que é realidade, a onda ou a palavra, e se ligar à verdade imutável.

Outro empecilho à fé é receber honra dos homens. Jesus pergunta a cada um de nós: “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros, e contudo não procurais a glória que vem do Deus único?” (Jo 5.44). Não é uma questão de buscar honra, mas de recebê-la, isto é, abrindo o coração para receber elogios, lisonjas ou fama humanos. Isso se opõe totalmente ao repouso da alma em Deus.

Receber honra dos homens é uma grande virtude aos olhos do mundo, mas esse é um exemplo em que aquilo que é altamente valorizado pelos homens é uma abominação ao Senhor (Lc 16.15). Pode não ser muito evidente, à primeira vista, que receber honra do mundo impede verdadeira fé em Deus. Um pouco de reflexão, porém, nos mostrará que receber honra dos homens é uma forma insidiosa, sutil e maligna de idolatria. Contém um elemento de temor ao homem e, também, de culto ao homem. É uma forma traiçoeira de colocar o “eu” no lugar de Deus. Implica que nossa principal felicidade vem do homem. Isto é ignorar a verdadeira fonte da alegria e tentar cavar cisternas rotas (Jr 2.13).

Essa consideração do homem, esse temor ou bajulação do homem, esse apego à posição e à preeminência, cortam nossa dependência de Cristo, desviam nossa confiança para outro objeto e destroem a verdadeira fé.

Outro empecilho à fé é o baixo nível de fé daqueles que estão ao nosso redor, especialmente daqueles que ocupam posições de grande destaque na igreja visível. Nos dias de Jesus, perguntaram: “Porventura creu nele algum dentre as autoridades, ou algum dos fariseus?” (Jo 7.48).

A grande massa de cristãos nominais hoje se encontra num estado tão imaturo de graça que jamais teria a coragem ou a independência de se arriscar sozinha e confiar ousadamente em Deus a despeito da frieza e indiferença daqueles que estão em posição de autoridade espiritual. Como é comum, em todas as épocas, as pessoas encarregadas de dirigir os assuntos da igreja, a sua instrução e economia, carecerem de fé viva e ativa em Deus!

Fé acende fé. Santidade fervorosa inspira outros a buscarem a mesma coisa. Santos se multiplicam em grandes avivamentos. No mundo, grandes autores surgem em bandos. O mesmo ocorre com inventores. Na história da igreja, houve épocas quando santos apareciam em constelações. Precisamos ser despertados por grandes pessoas de fé, mas tomemos cuidado para não nivelar nossa confiança ao grau inferior da multidão de crentes vacilantes e cépticos ao nosso redor.

Talvez o maior impedimento à fé seja a falta de consagração pessoal a Deus. Aprendemos no capítulo 12 de Hebreus que, para olhar firmemente para Jesus, o “Autor e Consumador da fé”, devemos desembaraçar-nos de “todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia”. Enquanto houver falhas na nossa consagração, haverá falhas correspondentes na nossa fé.

Podemos confiar em Deus somente na proporção em que somos entregues a ele. Seu risco no banco é limitado ao valor do seu depósito. Consagração nos posiciona numa base de confiança. Consagração é cortar as cordas que nos prendem à terra, enquanto fé é nos lançar no mar. A verdadeira pergunta não é por que confiar tudo a Deus, mas por que duvidar dele em qualquer coisa que seja.

Suas promessas já foram quebradas? Ele já nos desapontou ou nos enganou? É verdade, ele muitas vezes prova nossa fé, mas no último momento, na pior extremidade, sua infinita misericórdia e provisão sempre chegaram. O final de muitos salmos na vida tem sido: “Bem-aventurados são todos os que colocam sua confiança nele!”


  (G. D. Watson)
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sábado, 14 de outubro de 2023

VALORIZE O PROFESSOR DO SEU FILHO


Todo mundo tem um professor que marcou a infância, a adolescência ou até mesmo a vida adulta. Afinal, são eles responsáveis pela nossa formação, inspirando importantes decisões ao longo de nossas vidas. Por isso é preciso chamar atenção para a importância do trabalho dos professores e compreender como podemos contribuir com a educação dada em sala de aula. Afinal, o interesse da escola e da família é o mesmo: oferecer a melhor educação, formando pessoas aptas a assumirem sua cidadania de forma plena.

Confira algumas formas de valorizar o professor do seu filho, tornando-se parte ativa da comunidade escolar. Por mais que pareçam óbvias, nunca é demais refletir sobre como estas práticas estão acontecendo e como podemos melhorá-las.

1. De olho na agenda

Agendas escolares, aplicativos de rotina escolar, são muitos os aparatos para saber como anda a rotina dos filhos na escola. Mas, para além destas ferramentas, você já parou para conversar um pouquinho pessoalmente com o professor do seu filho? Ainda que não tenha nenhum “problema” a ser resolvido, uma conversa rápida pode ser ótima para alinhar com ele o que tem sido cobrado em sala de aula e o que seu filho tem feito em casa. Além de saber mais detalhes sobre a rotina escolar e se colocar à disposição do professor, firmando ainda mais essa parceria.

2. Fazendo o dever de casa

Fazer o dever de casa junto com os filhos é diferente de faz\ewr por eles. Encontrar este equilíbrio é necessário. As crianças, e até os adolescentes, podem precisar de ajuda tanto para organizarem sua rotina de estudo em casa, como para compreenderem as tarefas de cada disciplina. Ou ainda para ir além dos estudos exigidos, podendo fazer pesquisas de acordo com sua curiosidade. A presença dos pais é fundamental, ainda que não entendam do assunto, mostrar-se próximo é importante e pesquisar junto mostra aos filhos que nunca é tarde para aprender algo ou se mostrar curioso.

3. Lendo livros por diversão

Ter uma rotina de leitura em casa, ler por diversão, contribui muito para o processo de aprendizagem como um todo. Leia para seu filho, ao menos um pouco ao dia, ou na semana. Isso contribui para que ele entenda o valor da leitura e internalize esse hábito de forma natural. 

4. Por dentro das reuniões de pais

Para além da agenda do aluno, as famílias também tem uma agenda de eventos junto à escola. Não perca estas datas, elas são essenciais para formar uma comunidade escolar forte e coesa.

5. Para além de presentes e mimos

Presentes e mimos são sempre bem-vindos, é claro, mas a melhor forma de valorizar o professor é apoiando seu trabalho junto à educação de seu filho, valorizando os momentos de estudo e incentivando seu pequeno em sua sede de conhecimento. Assim, certamente os professores sentirão que seu trabalho vai muito além da sala de aula e impacta positivamente a vida dos alunos. Ajudar seu filho a perceber a importância de seu professor também é fundamental para uma boa relação em sala de aula e o estabelecimento de vínculos positivos entre professor e aluno.

Por fim, é necessário dizer que a sociedade como um todo está em dívida com os professores. Embora esteja clara sua importância na formação das futuras gerações, ainda temos muito o que caminhar em direção a salários e condições de trabalho mais justos.

Assim, o exercício de empatia é sempre positivo. Se colocar no lugar dos professores que você conhece, demonstrar seu respeito e admiração pelo seu trabalho e exercer o papel social de cobrar da sociedade a valorização por este profissional, pelo respeito que o é de direito, é um passo importante na melhoria da qualidade do ensino de todos.

(leiturinha.com.br)

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sexta-feira, 13 de outubro de 2023

EDUCAR DÁ TRABALHO


Os pais, e especialmente nós as mães, no papel de primeiras e mais importantes educadoras, devemos cumprir a palavra de Deus e ensinar nossos filhos enquanto crianças o caminho que devem andar para que quando velhos não se desviem dele. (Pv 22:6)

1. Não dê à criança tudo quanto ela queira

Desde pequena a criança deve aprender a ouvir um não. Aprendendo agora a dizer um não ao lícito, mais tarde ela saberá dizer também não ao ilícito.

2. Aponte os erros que seu filho comete

Quando ele se embrenha nas sendas do mal, mostre o caminho do bem.
Nos momentos de perplexidade, esclareça sua dúvida. Ensine e ajude seu filho a escolher entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Ajude-o a seguir o caminho do bem abraçando sempre a verdade.

3. Dê a seu filho também uma educação espiritual

Seu filho não é apenas corpo e sensibilidade, mas possui também uma essência espiritual; uma essência que precisa conhecer e amar ao seu criador

Se ele perder a confiança em Deus, o Ser supremo, se perder o sentido da vida, se desconhecer o destino imortal do homem, se não esperar mais nada para depois da morte, só lhe resta um caminho a seguir: gozar a vida no momento presente e, para isto, irá servir-se de todos os meios, bons e maus, proibidos ou permitidos.

4. Não confunda as Coisas... 

Quando seu filho deixar espalhados pelo chão roupas, sapatos, livros, brinquedos, faça-o apanhá-los. Mas faça como amor, bondade e carinho e não de maneira agressiva ou irritada. Com gritos nunca se educa uma criança. Educa-se com energia, amor, carinho, bondade e compreensão.

5. Não brigue nem discuta na presença do filho

Quando os pais discordarem ou se desentenderem, procurem evitar a discussão diante dos filhos. Falem e discutam a sós. Brigas e discussões na presença dos filhos, além do mau exemplo que os pais dão, provocam na alma da criança conflitos de ordem emocional irreversíveis e muitas vezes de graves consequências. A harmonia e união entre os pais revertem em benefício para os próprios filhos.

6. Não dê a seu filho quanto dinheiro ele pedir

Quem não se contenta com pouco, nem o muito o satisfará jamais.O dinheiro fácil na mão do seu filho abre caminho para muitos erros, pois a riqueza mal empregada abre as portas do mal. 
Seu filho deve aprender quanto custa ganhar dinheiro. Se desde pequeno ele não sabe quanto custa o dinheiro, ele só deseja uma coisa na vida: ganhar muito dinheiro com o mínimo de esforço e gozar o máximo a vida.

Dinheiro fácil nas mãos do seu filho leva-o a confiar mais no poder da moeda do que em sua força de vontade, em sua dignidade moral e capacidade intelectual. Faça com que seu filho mereça o dinheiro que recebe.

7. Não satisfaça todos os desejos e caprichos do seu filho em matéria de comida, bebida e conforto

Ele deve aprender a fazer sacrifício, a renunciar um gosto pessoal, a dizer um não a um capricho e deixar de ser voluntarioso. O comodismo enterra todas as aspirações humanas e é o maior obstáculo do progresso.

Formar a vontade do filho não é fazer todas as suas vontades.Forme a vontade dele para que rejeite sempre o mal e queira sempre só o bem.

8. Quando seu filho entrar em conflito com professores, polícia, vizinhos e colegas, não tome seu partido sem antes examinar bem o fato e ver de que lado está a razão

Um erro é tomar sempre o partido do filho apenas por ser filho, sem procurar saber a origem do conflito e ver com quem está a razão. É preciso ver, analisar, julgar e dar razão para quem a merece. Não é somente o filho do vizinho que pode errar; o seu também está sujeito ao erro. Ninguém é perfeito; seu filho também está dentro desta regra. Seja justo e dê razão a quem tem de fato.

9. Olhos Abertos significa atenção... 

Quando ele entrar numa contenda mais séria, não o desculpe com estas palavras: "Ele sempre foi impossível; ele é assim mesmo."

Isto fará com que seu filho permaneça no erro e abrirá caminho para faltas mais graves, pois ele sabe que pode contar sempre com a cumplicidade indulgente dos pais. A indulgência excessiva é sempre cúmplice do crime. Seja indulgente, mas sempre dentro da ordem, da energia bondosa e da disciplina.

10. Não faça comparações das virtudes e dotes do seu filho em relação aos outros

Fazendo isto, você estará implantando nele o vírus da intolerância, a discriminação pessoal e social, e o menosprezo pelos demais. Um elogio deve ser feito de maneira discreta, a sós, e com muito cuidado.

Os pais, costumam rotular os filhos de acordo com sua própria conveniência, e isto abre espaço para que vejam nos filhos, qualidades que muitas vezes não possuem, causando frustrações nos mesmos com o tempo.

11. Qualquer tipo de vício é prejudicial para os adultos e muito mais às crianças 

Se tiver algum vício, lute para livrar-se dele, e o faça diante do seu filho, sempre demonstrando a ele os malefícios do mesmo e sua luta pela liberdade. Seu filho não merece compartilhar de um capricho danoso como o seu. Se você tem amor de fato por ele, livre-se do vício, só, e apenas desse modo, poderá lhe cobrar mais tarde com eficiência, caso ele se caia numa dessas armadilhas.

Para o filho, o exemplo de probidade dado pelos pais é mais importante do que todas as opiniões que ele vai encontrar pelo resto da sua vida, na rua.

(Extraído do Educador Brasileiro)

Feito tudo isso, ore todos os dias da vida de seu filho coloque-o sob a proteção de Deus e prepare-se para colher os bons frutos de tudo que você semeou.


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