Ministério Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil

Ministério Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil
O Ministério Moms In Prayer International, anteriormente conhecido como Moms In Touch / Mães em Contato, chama-se, atualmente, Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil. Começou em 1984, em Bristish Columbia, Canadá com Fern Nichols. Atualmente o Ministério está em mais 150 países. É um ministério de oração em favor dos nossos filhos (biológicos, adotivos e espirituais), os colegas deles, suas escolas, professores e diretores para que sejam guiados por altos valores bíblicos e morais e, assim, cobrir todas as escolas do mundo com uma rede de proteção espiritual através da oração. A base do Ministério são as escolas de nossos filhos. (Educação Infantil até a Universidade)

quarta-feira, 1 de julho de 2026

COMO CHAMAR A ATENÇÃO DOS FILHOS EM PÚBLICO SEM PASSAR CONSTRANGIMENTO


Crianças testam limites por natureza. Essa é uma parte fundamental do seu desenvolvimento cognitivo e social. Quando compreendemos essa lógica, a nossa forma de reagir muda e o peso de lidar com as famosas "birras" ou desobediências diminui.

No entanto, sabemos que a teoria é sempre mais fácil do que a prática. Imagine a cena: você está em um ambiente cheio de pessoas — um restaurante, um supermercado ou uma reunião de família — e a criança começa a apresentar um comportamento inadequado. Como pais ou cuidadores, temos a plena consciência de que a situação exige uma intervenção. Por outro lado, ninguém quer expor ou intimidar o filho na frente de estranhos.

E aí, o que fazer? Como equilibrar a necessidade de educar com o respeito à integridade emocional da criança? Saiba como usar a Disciplina Positiva para corrigir os pequenos em público sem gerar constrangimentos.

1. Chamar a atenção é diferente de brigar

Antes de mais nada, vale ressaltar que existe uma distância abissal entre chamar a atenção e brigar. A bronca tradicional foca no erro e no julgamento; a correção consciente foca na solução e no aprendizado. Em vez de apenas apontar o que a criança fez de errado, o adulto pode e deve mostrar a atitude certa.

Ao dar uma bronca, quase sempre os pais apenas transmitem a informação de que não gostaram de algo, mas não dão à criança a oportunidade de aprender. Já quando os pais usam o comportamento ruim como uma chance para ensinar, eles capacitam os filhos a usarem alternativas mais saudáveis para resolverem seus problemas.

Quando brigamos (gritando ou expondo a criança), ativamos o sistema de defesa dela (luta ou fuga), o que anula a sua capacidade de absorver uma lição. Quando chamamos a atenção com firmeza e respeito, ativamos a sua capacidade de reflexão.

2. O Poder da disciplina positiva: cuidado com os rótulos

A criança vai apresentar comportamentos considerados errados em vários momentos da vida, mas isso não pode se transformar em uma etiqueta que ela carregará na testa.

Imagine que a professora lhe conta que, naquela semana, seu filho não prestou atenção nas aulas; em vez disso, ficou correndo entre as mesas e conversando com os colegas. Uma reação comum e automática seria confrontar a criança com frases do tipo:
  • "Você nunca presta atenção em nada!"
  • "Ninguém segura essa criança."
  • E a pior delas: "Você é muito mal-educado!"
Esse tipo de repreensão ataca a identidade da criança e não o comportamento dela. O resultado? O reforço de uma imagem negativa que ela passará a acreditar como verdade. Se ela ouve repetidamente que é "má", ela passará a agir como tal.

3. Mudando a abordagem na prática

Em vez de rotular, o caminho é isolar o comportamento e acolher o indivíduo. Voltando ao exemplo da escola, você pode falar algo como: “Você é um ótimo aluno e uma criança inteligente. Tenho certeza de que vamos entender juntos o que está acontecendo para você ter agido assim na aula hoje”.

"Quando os pais dão a seus filhos atenção e aprovação para serem bem-comportados, eles estão praticando a atenção positiva. A atenção positiva significa atrair as crianças para o caminho do acerto, em vez de apenas caçá-las quando erram", diz a psicanalista.

4. Como agir "na hora do sufoco" em público?

Se o comportamento inadequado acontecer na rua, no shopping ou no restaurante, siga estes quatro passos para intervir sem criar um espetáculo:
  • Conecte-se antes de corrigir: Não grite do outro lado do cômodo. Aproxime-se. O grito à distância gera exposição e vergonha.
  • Mude de ambiente: Se a criança estiver muito alterada, retire-a do local por alguns instantes. Vá até o banheiro, o carro ou um canto mais reservado do estabelecimento. Diga: "Vamos dar uma voltinha ali para conversarmos melhor".
  • Olhos nos olhos: Fique na altura da criança (ajoelhe-se ou agache-se). Olhar de cima para baixo transmite autoritarismo e medo. O olhar no mesmo nível transmite segurança e firmeza.
  • Fale o que fazer (em vez do que NÃO fazer): O cérebro infantil processa comandos afirmativos muito melhor.
Veja como a mudança nas palavras transforma a mensagem:

Em vez de dizer...Diga...
"Não corra no meio das mesas!""Por favor, caminhe calmamente ao meu lado."
"Pare de gritar!""Use a sua 'voz de restaurante', fale mais baixo."
"Não mexa aí!""Mantenha as suas mãos no seu colo, por favor."
5. Frases comuns que devemos banir do repertório

Três frases que muitos de nós acabamos usando com os pequenos no calor do momento, mas que sabotam o desenvolvimento emocional deles:

1. "Pare com isso agora, ou então..."


Ameaçar uma criança quase nunca é uma boa ideia. Em primeiro lugar, os pais estão ensinando uma habilidade que, na verdade, não querem que os filhos tenham: a capacidade de usar a força bruta, o medo ou a chantagem para obter o que desejam. A longo prazo, a ameaça perde o efeito e mina a autoridade real dos pais.

2. "Se você se comportar, eu te dou um..."

Subornar as crianças é igualmente destrutivo. Esse hábito as desencoraja de cooperar simplesmente pela harmonia e pelo respeito ao ambiente. A barganha transforma a dinâmica familiar em um balcão de negócios. Se usado com frequência, os pais se tornarão reféns do próprio sistema. O risco é ouvir, no futuro, frases como: "Eu só vou arrumar o meu quarto se você me comprar aquele Lego".

3. "Não chore! Não é para tanto."

Ver os filhos chorarem ou fazerem birra em público gera um enorme desconforto e ansiedade nos adultos. Mas quando dizemos "não chore", invalidamos seus sentimentos e comunicamos que suas lágrimas e frustrações são inaceitáveis. A criança aprende a reprimir suas emoções, o que quase sempre funciona como uma panela de pressão: gerará explosões emocionais ainda mais intensas lá na frente.

Palavra Final

Educar sem constranger não significa ser permissivo ou deixar a criança fazer o que quiser. Significa ter a maturidade de entender que o adulto da relação é você. Controlar os próprios impulsos antes de tentar controlar o comportamento do seu filho é o primeiro e mais importante passo para uma parentalidade verdadeiramente saudável e conectada.

Jane Esther

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora!
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@janeesthermspaularosa

(Editora do Blog: Jane Esther Monteiro de Souza de Paula Rosa)

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