Ministério Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil

Ministério Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil
O Ministério Moms In Prayer International, anteriormente conhecido como Moms In Touch / Mães em Contato, chama-se, atualmente, Mães Unidas em Oração Internacional - Brasil. Começou em 1984, em Bristish Columbia, Canadá com Fern Nichols. Atualmente o Ministério está em mais 150 países. É um ministério de oração em favor dos nossos filhos (biológicos, adotivos e espirituais), os colegas deles, suas escolas, professores e diretores para que sejam guiados por altos valores bíblicos e morais e, assim, cobrir todas as escolas do mundo com uma rede de proteção espiritual através da oração. A base do Ministério são as escolas de nossos filhos. (Educação Infantil até a Universidade)
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sexta-feira, 3 de julho de 2026

SLOW PARENTING - É PRECISO DESACELERAR A INFÂNCIA DAS NOSSAS CRIANÇAS


Da escola para a natação, da natação para o inglês, do inglês para a aula de música, da aula de música para o espanhol, do espanhol para o judô, do judô para o reforço escolar e por aí vai… Preocupados em oferecer o melhor e possibilitar um futuro de sucesso para nossas crianças, nós, adultos, sobrecarregamos a rotina dos pequenos e pequenas com atividades e cursos extracurriculares.

No entanto, uma agenda cheia não é garantia de sucesso. Pelo contrário, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam um crescimento alarmante nos diagnósticos de ansiedade, depressão e estresse infantil crônico, muitas vezes engatilhados pela pressão estética, social e acadêmica precoce. Diante dessa realidade exaustiva que cerca os pequenos, surgiu o Movimento Slow Parenting ou “Pais sem pressa”, que busca devolver às crianças o direito de viver uma infância no tempo certo.


O que é o Movimento Slow Parenting?

O Movimento Slow Parenting tem como premissa criar os filhos com menos pressão, mais espaço e incentivo para que eles se desenvolvam sem pressa ou antecipação. O objetivo não é ser lento ou negligente, mas “fazer menos”, encontrando o tempo certo para realizar as atividades e valorizando cada fase do crescimento.

Basicamente, é sobre se desvencilhar da ideia de que crianças são pequenos adultos que precisam produzir o tempo todo. As crianças precisam de tempo para aproveitar, com calma e tranquilidade, a infância.

O ritmo de Deus e o tempo para cada coisa

Como mães cristãs, sabemos que o ativismo e a correria desenfreada do mundo moderno tentam roubar a nossa paz e a identidade dos nossos filhos. No entanto, a Bíblia nos ensina que Deus estabeleceu um ritmo perfeito para a vida e que a pressa do mundo muitas vezes nos afasta do propósito d'Ele.

O livro de Eclesiastes nos lembra:  “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1)

Existe o tempo de estudar, mas existe, fundamentalmente, o tempo de brincar e ser criança. Quando antecipamos fases e aceleramos nossos filhos para que eles correspondam a padrões humanos de "sucesso", estamos desalinhando suas vidas do tempo perfeito que Deus determinou para eles.

O valor do descanso e o ócio criativo à luz da Palavra de Deus

No mundo atual, deixar uma criança "sem fazer nada" parece um pecado social. Porém, cientistas e pedagogos afirmam que o tédio é o motor da criatividade e do autoconhecimento. Espiritualmente, o descanso é um mandamento e uma declaração de confiança em Deus.

Quando permitimos que nossos filhos descansem, desacelerem e apenas contemplem, ensinamos a eles o princípio contido no Salmo 46:10:  “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.”

A infância precisa de pausas para que a voz do Criador possa ser ouvida no coração dos pequenos.

Alguns princípios para se tornar um adulto sem pressa

Para educar os filhos sem pressa, em primeiro lugar, os pais e responsáveis precisam refletir e repensar o próprio ritmo de vida. Se sua rotina é acelerada e cheia de compromissos, provavelmente, essa será a forma como você vai criar seu pequeno. Confira alguns pontos importantes para se tornar um pai ou uma mãe sem pressa:
  • Possibilite que sua criança tenha tempo livre para brincar e espaço para explorar o mundo dentro de seus próprios pontos de vista. Lembre-se de provérbios 22:6: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles” — e o primeiro objetivo de Deus para uma criança é que ela viva a sua pureza e simplicidade.
  • Priorize qualidade ao invés de quantidade e promova conexões humanas, reais e significativas. Ou seja, se importe mais em estar presente e não apenas em “dar presentes”. O maior legado que podemos deixar é o tempo investido em discipulado e amor.
  • Permita que as crianças externem o que realmente são e não o que você deseja que elas sejam. Tente não projetar suas frustrações ou sonhos nas crianças. Cada filho é um projeto único e exclusivo de Deus.
  • Entenda que o ócio, o descanso e o não fazer nada não é tempo perdido. Pelo contrário, esse tempo é precioso para o desenvolvimento físico, emocional e espiritual dos pequenos. “Em verdejantes pastagens me faz repousar...” (Salmo 23:2) — se o próprio Deus nos faz repousar, por que privamos nossos filhos disso?
  • Cuide e priorize os momentos compartilhados com o seu filho ou filha, mesmo quando curtos. Use esses momentos para orar com eles, ouvir seus corações e rir juntos.
Mudar o ritmo da nossa casa exige coragem contra a correnteza de um mundo hiperconectado e acelerado, mas os frutos de escolhermos ser "pais sem pressa" durarão para sempre. Desacelerar a infância não significa negligenciar o futuro dos nossos filhos, mas sim protegê-los de um mundo que exige pressa onde Deus pede processo.

No fim das contas, a infância é curta demais para ser vivida correndo e a nossa maior prioridade não deve ser preencher a agenda deles com títulos, cursos e medalhas para o mercado de trabalho, mas sim conduzi-los ao caminho da Salvação. Nosso maior investimento deve ser encher o coração deles com a Palavra de Deus e com a paz que excede todo o entendimento, preparando-os não apenas para este mundo, mas para a Eternidade.

Que hoje mesmo possamos olhar para a rotina de nossos filhos e abrir espaços para o descanso, para o riso frouxo e para a oração. Que o Senhor nos conceda a sabedoria necessária para guardar o tempo deles, ensinando-os a descansar n'Aquele que cuida de cada detalhe de nossas vidas e que deseja, acima de tudo, a salvação de nossas famílias.

Uma oração por nossos filhos e nossas casas

Mães, que a nossa busca não seja por criar filhos altamente competitivos para o mercado de trabalho, mas sim filhos emocionalmente saudáveis, cheios de paz e tementes ao Senhor. Que as nossas casas sejam refúgios de paz e não extensões da correria das ruas.

"Senhor, guarda o coração dos nossos filhos da ansiedade deste século. Dá-nos a sabedoria para desacelerar, para dizer "não" ao excesso de atividades e "sim" aos momentos de qualidade em família. Que eles cresçam sem pressa, protegidos em Teu amor, e que nós, como mães, saibamos pastorear seus corações com paciência e graça. Em nome de Jesus, Amém."

Jane Esther Monteiro de Souza de Paula Rosa

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo filho precisa de uma mãe que ora!
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(Editora do Blog: Jane Esther Monteiro de Souza de Paula Rosa)

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

COMO CHAMAR A ATENÇÃO DOS FILHOS EM PÚBLICO SEM PASSAR CONSTRANGIMENTO


Crianças testam limites por natureza. Essa é uma parte fundamental do seu desenvolvimento cognitivo e social. Quando compreendemos essa lógica, a nossa forma de reagir muda e o peso de lidar com as famosas "birras" ou desobediências diminui.

No entanto, sabemos que a teoria é sempre mais fácil do que a prática. Imagine a cena: você está em um ambiente cheio de pessoas — um restaurante, um supermercado ou uma reunião de família — e a criança começa a apresentar um comportamento inadequado. Como pais ou cuidadores, temos a plena consciência de que a situação exige uma intervenção. Por outro lado, ninguém quer expor ou intimidar o filho na frente de estranhos.

E aí, o que fazer? Como equilibrar a necessidade de educar com o respeito à integridade emocional da criança? Saiba como usar a Disciplina Positiva para corrigir os pequenos em público sem gerar constrangimentos.

1. Chamar a atenção é diferente de brigar

Antes de mais nada, vale ressaltar que existe uma distância abissal entre chamar a atenção e brigar. A bronca tradicional foca no erro e no julgamento; a correção consciente foca na solução e no aprendizado. Em vez de apenas apontar o que a criança fez de errado, o adulto pode e deve mostrar a atitude certa.

Ao dar uma bronca, quase sempre os pais apenas transmitem a informação de que não gostaram de algo, mas não dão à criança a oportunidade de aprender. Já quando os pais usam o comportamento ruim como uma chance para ensinar, eles capacitam os filhos a usarem alternativas mais saudáveis para resolverem seus problemas.

Quando brigamos (gritando ou expondo a criança), ativamos o sistema de defesa dela (luta ou fuga), o que anula a sua capacidade de absorver uma lição. Quando chamamos a atenção com firmeza e respeito, ativamos a sua capacidade de reflexão.

2. O Poder da disciplina positiva: cuidado com os rótulos

A criança vai apresentar comportamentos considerados errados em vários momentos da vida, mas isso não pode se transformar em uma etiqueta que ela carregará na testa.

Imagine que a professora lhe conta que, naquela semana, seu filho não prestou atenção nas aulas; em vez disso, ficou correndo entre as mesas e conversando com os colegas. Uma reação comum e automática seria confrontar a criança com frases do tipo:
  • "Você nunca presta atenção em nada!"
  • "Ninguém segura essa criança."
  • E a pior delas: "Você é muito mal-educado!"
Esse tipo de repreensão ataca a identidade da criança e não o comportamento dela. O resultado? O reforço de uma imagem negativa que ela passará a acreditar como verdade. Se ela ouve repetidamente que é "má", ela passará a agir como tal.

3. Mudando a abordagem na prática

Em vez de rotular, o caminho é isolar o comportamento e acolher o indivíduo. Voltando ao exemplo da escola, você pode falar algo como: “Você é um ótimo aluno e uma criança inteligente. Tenho certeza de que vamos entender juntos o que está acontecendo para você ter agido assim na aula hoje”.

"Quando os pais dão a seus filhos atenção e aprovação para serem bem-comportados, eles estão praticando a atenção positiva. A atenção positiva significa atrair as crianças para o caminho do acerto, em vez de apenas caçá-las quando erram", diz a psicanalista.

4. Como agir "na hora do sufoco" em público?

Se o comportamento inadequado acontecer na rua, no shopping ou no restaurante, siga estes quatro passos para intervir sem criar um espetáculo:
  • Conecte-se antes de corrigir: Não grite do outro lado do cômodo. Aproxime-se. O grito à distância gera exposição e vergonha.
  • Mude de ambiente: Se a criança estiver muito alterada, retire-a do local por alguns instantes. Vá até o banheiro, o carro ou um canto mais reservado do estabelecimento. Diga: "Vamos dar uma voltinha ali para conversarmos melhor".
  • Olhos nos olhos: Fique na altura da criança (ajoelhe-se ou agache-se). Olhar de cima para baixo transmite autoritarismo e medo. O olhar no mesmo nível transmite segurança e firmeza.
  • Fale o que fazer (em vez do que NÃO fazer): O cérebro infantil processa comandos afirmativos muito melhor.
Veja como a mudança nas palavras transforma a mensagem:

Em vez de dizer...Diga...
"Não corra no meio das mesas!""Por favor, caminhe calmamente ao meu lado."
"Pare de gritar!""Use a sua 'voz de restaurante', fale mais baixo."
"Não mexa aí!""Mantenha as suas mãos no seu colo, por favor."
5. Frases comuns que devemos banir do repertório

Três frases que muitos de nós acabamos usando com os pequenos no calor do momento, mas que sabotam o desenvolvimento emocional deles:

1. "Pare com isso agora, ou então..."


Ameaçar uma criança quase nunca é uma boa ideia. Em primeiro lugar, os pais estão ensinando uma habilidade que, na verdade, não querem que os filhos tenham: a capacidade de usar a força bruta, o medo ou a chantagem para obter o que desejam. A longo prazo, a ameaça perde o efeito e mina a autoridade real dos pais.

2. "Se você se comportar, eu te dou um..."

Subornar as crianças é igualmente destrutivo. Esse hábito as desencoraja de cooperar simplesmente pela harmonia e pelo respeito ao ambiente. A barganha transforma a dinâmica familiar em um balcão de negócios. Se usado com frequência, os pais se tornarão reféns do próprio sistema. O risco é ouvir, no futuro, frases como: "Eu só vou arrumar o meu quarto se você me comprar aquele Lego".

3. "Não chore! Não é para tanto."

Ver os filhos chorarem ou fazerem birra em público gera um enorme desconforto e ansiedade nos adultos. Mas quando dizemos "não chore", invalidamos seus sentimentos e comunicamos que suas lágrimas e frustrações são inaceitáveis. A criança aprende a reprimir suas emoções, o que quase sempre funciona como uma panela de pressão: gerará explosões emocionais ainda mais intensas lá na frente.

Palavra Final

Educar sem constranger não significa ser permissivo ou deixar a criança fazer o que quiser. Significa ter a maturidade de entender que o adulto da relação é você. Controlar os próprios impulsos antes de tentar controlar o comportamento do seu filho é o primeiro e mais importante passo para uma parentalidade verdadeiramente saudável e conectada.

Jane Esther

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

4 LIÇÕES DE VIDA QUE APRENDEMOS COM NOSSOS PROFESSORES


A princípio, se nós fôssemos somar tudo que aprendemos e o que nossos pequenos aprendem com os professores a lista seria gigantesca. São lições que vão desde as disciplinas do colégio até ensinamentos que levamos para a vida. Pensando nisso, reunimos 4 lições de vida que aprendemos com nossos professores e hoje eles passam aos nossos pequenos.

1. Respeito vem em primeiro lugar

As escolas são pequenas representações da sociedade em que vivemos e todos os dias nossos filhos têm a oportunidade de conhecer, seja através do ensino remoto ou então pelo ensino presencial, outras crianças com diferentes culturas, valores, tipos de criação e personalidade. Ou seja, essa é uma das coisas mais ricas do convívio escolar: perceber, aceitar e respeitar o que é diferente de nós. Por isso os professores insistem sempre no respeito e tolerância, é assim que eles nos ajudam a preparar crianças mais respeitosas para o mundo.

2. Paciência é essencial


Mesmo com nossos filhos, às vezes temos que contar até dez para não perdermos a paciência, agora imagine uma sala de aula com várias crianças com diferentes personalidades e vontades e todas querendo sua atenção ao mesmo tempo… Atendendo cada um de uma vez, os professores mostram que a paciência é um dom necessário, já que precisamos aprender a ter paciência com nosso redor e, também, a sermos pacientes quando temos que esperar nossa vez para algo.

3. Aprendemos muito mais quando brincamos

Quando nossos pequenos estão na escola eles têm hora para tudo, para brincar inclusive! Os professores mostram para crianças e adultos que, através da brincadeira e da ludicidade, os pequenos conseguem aprender coisas complexas.

4. Educação vai além da escola


A sala de aula ensina muita coisa e ali estão os professores todos os dias para guiar o processo de aprendizagem e ensinar, também, que muitas das coisas essenciais da vida acontecem fora da escola. Com eles aprendemos lições de vida que nos ajudam a tomar decisões, ter empatia e responsabilidade sobre o que fazemos ou falamos.

São brincadeiras, atividades, jogos em grupo. Em sala de aula somos encorajados a nos desenvolver em grupo. E depois levamos essa lição para nosso trabalho, família e amigos. Aprendemos que sozinhos caminhamos, mas juntos podemos ir mais longe!

Quando pensamos em professores marcantes, quase sempre nos vem à memória aquela figura que despertou em nós o desejo de aprender. Vienno, autor do Original O Sol Se Foi, compartilha exatamente essa sensação ao relembrar seus tempos de escola:


“Esse livro foi inspirado na minha época de aluno, lembro que sempre que a professora trazia uma novidade, uma informação que eu não sabia sobre o mundo, universo, ciências no geral, aquilo ficava borbulhando dentro de mim e eu queria compartilhar isso com as pessoas!”

Essa memória afetiva mostra como os professores são fundamentais para despertar a curiosidade e o encantamento pelo conhecimento. Neste artigo, celebramos esse papel tão especial que vai muito além da sala de aula.

Jane Esther

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