“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” — Romanos 5:8
Há algum tempo, perguntei a uma mãe como ela sabia que realmente amava seus filhos. Foi uma pergunta capaz de levá-la a refletir sobre os motivos de seu coração em relação à maternidade e à maneira como demonstrava seu amor no dia a dia.
Depois de pensar cuidadosamente, ela respondeu: “Eu sei que os amo porque desejo vê-los felizes, protegidos e seguindo um bom caminho. Quero estar presente em suas vidas, ajudá-los a crescer e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que tenham um futuro melhor.”
Conversamos sobre o significado dessa resposta e sobre o preço que, muitas vezes, o amor materno exige: renunciar a algumas vontades pessoais, abrir mão de certos confortos e colocar as necessidades dos filhos à frente das próprias. Amar verdadeiramente é, muitas vezes, escolher o melhor para eles, mesmo quando isso exige sacrifício.
Entretanto, o amor de uma mãe não se resume a fazer tudo pelos filhos ou a realizar todos os seus desejos. Amar também significa corrigir, estabelecer limites, ensinar a verdade e ter coragem de dizer “não” quando necessário. Significa compreender que nem sempre podemos evitar suas dores, resolver todos os seus problemas ou fazer suas escolhas por eles.
O verdadeiro amor materno está profundamente relacionado ao sacrifício, à dedicação e à disposição de permanecer presente, inclusive nos momentos difíceis. É amar quando os filhos correspondem às nossas expectativas, mas também quando erram, se afastam ou tomam decisões que entristecem nosso coração.
Essa ideia está alinhada com a sabedoria bíblica. Nas Escrituras, encontramos muitas palavras que expressam o amor, mas uma das formas mais elevadas é o amor ágape — um amor que se caracteriza pela entrega, pela abnegação e pela disposição de buscar o bem do outro, mesmo quando isso exige sacrifício.
Nenhum amor humano, porém, é perfeito. Por mais que uma mãe ame seus filhos, existem limites para aquilo que ela pode fazer. Há momentos em que suas palavras não são ouvidas, seus conselhos são rejeitados e suas lágrimas parecem não mudar o rumo escolhido por eles. Ainda assim, ela pode continuar amando, orando e confiando que Deus é capaz de alcançar o coração de cada filho.
O maior exemplo desse amor sacrificial encontramos em nosso Pai celestial. Deus não esperou que fôssemos perfeitos para nos amar. Pelo contrário, demonstrou a profundidade de seu amor quando ainda éramos pecadores.
Paulo afirmou: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).
Se o sacrifício é uma das expressões mais profundas do amor, não poderia haver dádiva maior do que a de Jesus Cristo, que entregou a própria vida por nós. Como está escrito: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...” (João 3:16).
O amor de Deus é o modelo que toda mãe pode contemplar. Ele nos ensina que amar não significa controlar, exigir perfeição ou viver tentando garantir que nada de ruim aconteça aos nossos filhos. Amar também é ensinar, orientar, corrigir com sabedoria, respeitar o processo de amadurecimento e entregar a Deus aquilo que está além de nossas forças.
Mãe, talvez você esteja vivendo dias em que seus filhos parecem distantes, não escutam seus conselhos ou seguem caminhos diferentes daqueles pelos quais você tanto orou. Não permita que a dor transforme seu amor em desespero. Continue buscando a direção de Deus, intercedendo por eles e permitindo que o Senhor também trabalhe em seu próprio coração.
Lembre-se: você não pode fazer as escolhas de seus filhos, mas pode continuar sendo uma presença de amor, uma voz de sabedoria e uma mulher de oração. E, acima de tudo, pode confiar naquele cujo amor é perfeito e cujo poder alcança lugares onde suas mãos não conseguem chegar.
A medida do amor de uma mãe não está apenas naquilo de que ela é capaz de abrir mão por seus filhos, mas também na disposição de amá-los com sabedoria, sem deixar de confiar a Deus aquilo que somente Ele pode fazer.
Adaptado do texto devocional original de WEC.
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